Grupo Norte Comum mostra que no subúrbio também se produz arte

Por Ramon Vellasco e Alinne Kristine

O Norte Comum é um coletivo que começou em 2011 através da internet e de reuniões feitas na UERJ e em praças da Tijuca, Grajaú e Méier. O objetivo é promover atividades de cultura e diversão na Zona Norte. Querem mostrar aos jovens que não há a necessidade de ter que se locomover tão longe para assistir a um teatro, cinema ou exposição.

Foi isso que alguns integrantes do Norte Comum contaram em entrevista ao Vozes das Comunidades. Estavam presentes Pablo Meijueiro, Carlos Meijueiro, Jabal Murbach, João Vitor, Jefferson Vasconcellos (Gê), Myrian Rodrigues, Thiago Diniz e Cláudia Tornelli. Eles explicaram que a ideia do grupo é ocupar os espaços públicos através de intervenções urbanas. Segundo João Vitor (J.V), o grupo provoca um amadurecimento pessoal e político, propondo formas de atuação nos espaços públicos da cidade.

Grupo debate saúde mental e direitos

Em 2013 o grupo passou a ter um lugar fixo para realizar suas atividades e reuniões. É em Engenho de Dentro, no Instituto Municipal Nise da Silveira, onde funciona um hospital psiquiátrico. O espaço foi conseguido graças ao convite da UPAC (Universidade Popular de Arte e Ciência), que junto a eles desenvolvem trabalhos de artes plásticas, teatro, cinema, música, poesia etc. Além de todas estas atividades, o Norte Comum criou relações com o espaço e também realiza trabalhos com os pacientes internados, percebendo ser essa uma forma de ajudar em seus problemas. Segundo os entrevistados, o coletivo se tornou uma articulação ampla de conhecimentos, pois o grupo debate temas como saúde mental, política, história, direitos, moradia e violência. Formam um espaço aberto, democrático e de vivência que tenta conciliar sonho e realização prática através de um trabalho coletivo e independente.

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