Bancários respondem proposta rebaixada com a deflagração da greve
Agências bancárias de todo país amanheceram fechadas devido à greve deflagrada pela categoria nesta quinta-feira (19). Em São Paulo, as agências da região central e Avenida Paulista fecharam suas portas, assim como as agências na região central do Rio de Janeiro. No Nordeste a greve também é forte.
Apesar do quadro ainda parcial, de acordo com o MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), na Caixa Econômica Federal a categoria aderiu em peso. A paralisação também tem forte adesão nos bancos regionais Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), BASA (Banco da Amazônia S.A) e BNB (Banco do Nordeste do Brasil).
No Banco do Brasil, apesar da repressão da empresa, com interdito proibitório e utilização de força policial, a greve parou setores importantes do administrativo e atendimento, além das áreas de comércio exterior e setor imobiliário, o último, ameaçado de terceirização. Nos bancos privados, a greve também tem forte adesão.
No último dia 12/09, os bancários realizaram assembleias em todo o país e rejeitaram a última proposta apresentada pelos banqueiros de 6,1% de reajuste. A categoria aprovou a greve nacional a partir desta quinta.
Para o MNOB, as propostas dos bancos às reivindicações dos bancários são “verdadeiras provocações”. De acordo com a entidade, oferecer 6,1% de reajuste salarial, quando recordes de lucro são registrados, “é um verdadeiro vandalismo”.
Orientações – O MNOB orienta a categoria a fortalecer a greve com a realização de mobilizações de ruas e atos. Em São Paulo, a entidade apresentou proposta aprovada em assembléia, de realização de uma manifestação na Avenida Paulista, na próxima terça-feira (24), às 15h. A orientação do MNOB é de que em todas as capitais, onde for possível, também ocorram mobilizações.
Os bancários do MNOB estão em luta por abono dos dias parados; o fim terceirizações das áreas meio e o arquivamento do PL 4330; pela jornada de seis horas para todos; por isonomia de direitos e contratação dos funcionários que passaram nos últimos concursos; pelo piso do DIEESE e um índice de reajuste significativo para os bancários; entre outras reivindicações.
Fonte: CSP-Conlutas
