Frankensteins e o triunfo da Al Qaeda, por Isaac Bigio

terror de estado
Frankensteins

LONDRES, 22/7/2005. Estão sendo encontrados alguns vínculos entre os terroristas que atacaram Londres e o Paquistão, país onde são operadas escolas de terror. O Paquistão e a Arábia Saudita foram os maiores baluartes de Washington no Islã. O fundamentalismo sunita, que os dois países incentivavam, foi usado pelos Estados Unidos contra socialistas, pan-arabistas seculares e o Irã. Os serviços secretos paquistanês e saudita trabalharam juntos (amparados pela CIA) para levar Bin Laden ao Afeganistão, armar a Al Qaeda contra os soviéticos e em seguida procriar os talibãs e levá-los ao poder.

O ocidente também armou Saddam Hussein contra o Irã. O terror que Saddam e Osama usaram contra milhares de civis era ignorado por Washington e Londres, enquanto eram aplicados contra seus inimigos. Logo os alunos rebelaram-se contra o mestre. O ‘Frankenstein islâmico’ seguirá crescendo enquanto não forem revisadas as causas que o criaram e não forem revertidas as ocupações militares que hoje o ajudam a conseguir adeptos.

terror global
Triunfos da Al Qaeda

LONDRES, 22/7/2005. Mesmo que a mídia e a opinião pública ocidentais rechacem as matanças de Madri e Londres, o certo é que a Al Qaeda tem obtido conquistas. Conseguiu levar a guerra ao coração das capitais das potências que invadiram o Iraque.

Na Espanha, contribuiu para a destituição de Aznar do poder e influiu na decisão do país de se retirar do Oriente Médio. Depois, com seu ataque no Reino Unido, uma das principais entidades reais de política exterior concluiu que a ocupação de Bagdá alenta os bombardeios e o governo começa a analisar a retirada da maioria de suas tropas. Por fim, a ameaça de novas explosões na Itália está fazendo com que a oposição local reforce seus pedidos de abandono do Iraque.

O início da retirada anglo-americana de lá poderá aumentar a moral da “resistência islâmica”, que buscará então avançar não só nesse país, como também em muitos dos 55 Estados muçulmanos, principalmente na Arábia Saudita.

Deixe uma resposta