Filha de Che denuncia cerco militar dos EUA no Caribe: ‘não é contra narcotráfico’

Em entrevista exclusiva a Opera Mundi, Aleida Guevara diz que governo Trump eleva tensões na região porque Venezuela é soberana.

São Paulo,

Em entrevista exclusiva a Opera Mundi nesta sexta-feira (19/09), Aleida Guevara, filha do revolucionário cubano Che Guevara, denunciou que os navios militares enviados pelos Estados Unidos para o Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico servem, na verdade, para “matar e assassinar pessoas”.

“Os navios militar norte-americanos que supostamente estão lá [na costa venezuelana] para travar embarcações com drogas estão para matar e assassinar, não para prevenir e evitar” o narcotráfico, declarou.

Na esteira do evento Despertar 2025, organizado pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) entre esta sexta-feira e o próximo sábado (20/09), Guevara criticou o governo dos EUA, presidido pelo republicano Donald Trump, de “mentir” sobre suas intenções no Caribe.

“Se realmente quisessem controlar as drogas, teriam primeiro que colocar os navios no Pacífico, não na nossa parte [América Latina], porque o Pacífico é responsável por 75% da saída de drogas para os Estados Unidos”, afirmou.

Para a também médica pediatra argentina-cubana, os EUA não têm “interesse real em coibir o consumo de drogas” em seu território. “Eles e os europeus são os maiores consumidores de drogas”, acusou.

“Então, por que não fazem as coisas como deveriam? Qual é a fachada? É um tipo de mentira para que as pessoas acreditem que eles estão fazendo um trabalho social importante para a humanidade”, avaliou.

Aleida Guevara, médica pediatra e filha do revolucionário cubano Che Guevara – Pablo Tupin-Noriega/Wikicommons

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