Entidades criam Comitê em Defesa do Código Florestal

Por Marcelo Durão, no Boletim do MST-RJ

No dia 9 de setembro, o MST e a Via campesina estiveram no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, para o lançamento do Comitê Rio em Defesa das Florestas, organização que protesta contra o novo Código Florestal do Brasil. O Comitê considera que as novas regras vão causar ainda mais degradação e desmatamentos.

O evento também teve a participação da Marina Silva ex-ministra do Meio Ambiente, do secretário do Ambiente do estado do Rio, de representantes de rádios comunitárias, do movimento negro, de pequenos agricultores, de estudantes, sindicalistas e dos atores Victor Fasano, Letícia Spiller e Maitê Proença e da apresentadora Paula Saldanha todos e todas contrários às propostas de alteração do Código Florestal Brasileiro.

O ato de lançamento do Comitê Rio em Defesa das Florestas foi coordenado pelo Instituto Terra e conta com o apoio de mais de 60 entidades civis no estado, além de escolas e de instituições de ensino superior que saíram de lá com o compromisso de levar o debate sobre o Código Florestal para as salas de aula.

Na última semana, o texto do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e a emenda 164, de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já aprovados na Câmara dos Deputados, receberam parecer favorável do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC).

O código florestal é adversário do agronegócio, que precisa desmatar todas as espécies para implantar a monocultura e aplicar uma imensa quantidade de veneno. É impensável para o agronegócio conseguir produzir em sistemas diversificados, conservando áreas de florestas e fazendo sistemas agroflorestais. E para o agronegócio a vida do solo pouco importa. Após esgotar totalmente o solo, o latifundiário ou a empresa transnacional vendem aquela propriedade e partem para outra região, fazendo a fronteira agrícola andar. Deixam para trás a destruição do solo, o envenenamento dos rios e a morte de toda a floresta e seus animais.

 

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