Nesse 8 de março, trabalhadores de todo país foram às ruas exigir um basta à violência contra as mulheres. A CSP-Conlutas juntamente com o setorial de mulheres e do Movimento Mulheres em Luta, estudantes e sindicatos filiados, formou uma coluna combativa nos atos unitários que ocorrem pelo país. Nessas manifestações foram levantadas as bandeiras de luta para a jornada nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a política econômica do governo federal.
A luta contra o ACE (Acordo Coletivo Especial) teve peso no Dia Internacional da Mulher. Com o argumento de que algumas leis são inaplicáveis, como é o caso do direito de uma hora de descanso para amamentação, o acordo propõe que as negociações no interior de cada empresa se sobreponham às leis trabalhistas.
As trabalhadoras e trabalhadores, os maiores prejudicados caso seja aprovado o projeto proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), foram às ruas demonstrar sua disposição de luta para barrar mais este ataque e convidar a participar do grande ato em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra o ACE que acontecerá no dia 24 de abril, em Brasília.
Em São Paulo, as mulheres cobriram de lilás as ruas
A integrante da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Camila Lisboa, que também faz parte do movimento Mulheres em Luta, pediu a todas as mulheres que descem um “grito de basta contra a violência às mulheres”. Citou o julgamento do caso do goleiro Bruno, condenado, naquele dia, a 22 anos de prisão, salientando que, infelizmente o caso foi uma exceção, pois muitos homens que assassinam suas mulheres saem impunes. “A CSP-Conlutas quer dizer um basta. Não podemos mais admitir que num país governado por uma mulher ainda exista essa violência contra nós, trabalhadoras”, disse.
Por volta das 14h30, o ato seguiu em marcha pelas ruas do centro e chamou a todas as mulheres que observavam a manifestação para saírem das calçadas e ocuparem as ruas. E assim a marcha seguiu.
A chuva não intimidou as manifestantes que seguiram, mesmo na chuva, com o ato.
Em São José dos Campos (SP), houve manifestações pelo fim da violência contra a mulher e por ampliação de direitos. Cerca de 120 pessoas saíram em passeata, entre a Praça Afonso Pena e a Prefeitura, com críticas ao machismo e ao descaso do poder público em relação a uma política em defesa dos direitos da mulher.
Em Fortaleza, homens e mulheres vão às ruas pelo combate ao machismo
A alarmante realidade da violência que atinge as mulheres, principalmente as trabalhadoras, levou diversas entidades do movimento estudantil, social, popular e sindical de Fortaleza a se unirem em um ato para celebrar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Sob o tema “Na luta por autonomia e igualdade contra a exploração e a violência machista, racista e lesbofóbica”, um 8 de março combativo tomou as ruas da cidade.
Dos canteiros às ruas, as mulheres trabalhadoras da indústria da construção civil da Fortaleza que cresce impulsionada pelo setor, estiveram presentes no ato para falar à sociedade que sua situação nos canteiros é de precarização. Baixos salários, atrasos nos pagamentos, assédio moral e mesmo o não reconhecimento de suas funções, fazem parte da realidade dessas trabalhadoras.
No Rio de Janeiro, mulheres vão para as ruas exigir o fim da opressão
Homens e mulheres, ativistas e militantes dos movimentos sindical, popular e estudantil ocuparam a Av. Rio Branco, no centro da cidade do Rio de Janeiro. A marcha teve início na Candelária, realizou um ato em frente à Câmara Municipal e teve seu término na porta do Clube Militar. Com discursos e palavras de ordem a passeata alertou aos trabalhadores e o povo carioca que o machismo, a violência contra as mulheres e todas as formas de opressão estão a serviço do crescimento e manutenção do lucro dos patrões.
A luta das mulheres trabalhadoras está a serviço da construção de uma sociedade socialista, sem explorados ou exploradores e com o fim da opressão.
Esta marcha, como a que ocorreu no 5 de março em defesa da escola pública preparou de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, no dia 24 de abril. Ambas carregam a palavra de ordem de chega de ataques aos nossos diretos. As políticas dos governos tem que mudar para garantir as condições necessárias de vida mais digna para o conjunto dos trabalhadores e o povo brasileiro.
Fonte: CSP-Conlutas
