É PRECISO RECONCEITUAR O JORNALISMO – 2

No texto anterior tentei mostrar que as corporações de mídia estão inabilitadas a praticar Jornalismo. Basicamente por dois motivos: em virtude de sua constituição enquanto empresa capitalista, que busca o lucro acima de tudo, e de sua profícua relação societária com as classes exploradoras.
Para fazer Jornalismo essas premissas não podem existir. Jornalismo, para nós, só pode ser praticado a partir dos princípios contidos no juramento profissional:
“A Comunicação é uma missão social…”
> Leia aqui o artigo “É preciso reconceituar o jornalismo”.
No texto anterior também procurei explicar o poder da mídia na sociedade em que vivemos, devido à sua imensa capacidade de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Com seu avanço tecnológico, que a faz praticamente onipresente, a mídia se torna, nesse sentido, uma instituição mais poderosa que outras, como Família, Universidade, Forças Armadas, Igreja e etc.
Por tudo isso, terminei o texto dizendo que era preciso destruir as corporações de mídia e, em seu lugar, construir instituições Jornalísticas. Assim, vamos equipar a sociedade com os instrumentos capazes de fortalecer a democracia e aniquilar aqueles que produzem e sustentam a violência e a desigualdade.
Nesse texto reafirmo o que disse no primeiro artigo, e vou além: apresento sugestões de como podemos avançar.
Em primeiro lugar, os Poderes Executivos devem adotar medidas concretas em três linhas básicas:
1) fazer cumprir a legislação vigente;
2) impulsionar a criação e manutenção de iniciativas Jornalísticas;
3) cortar a destinação de verbas públicas para corporações de mídia.
No primeiro caso, o governo federal deve executar dívidas das corporações com o povo, sobretudo através da execução de dívidas como FGTS e INSS, que são milionárias. Hoje estima-se que as corporações de mídia devem ao povo cerca de 10 bilhões de reais.
Ainda no tocante ao cumprimento das leis, o governo deve fazer valer os artigos da Constituição Federal de 1988, que vetam monopólios e oligopólios; garantem a existência de empresas de comunicação públicas e estatais, além das iniciativas privadas; exigem a produção e exibição de programas regionais; priorizam as programações educacionais e culturais.
Segundo ponto: os governos federal, estaduais e municipais, como gestores da coisa pública, têm a obrigação de fomentar iniciativas Jornalísticas fundadas no respeito ao público, exatamente como descrito no juramento acima citado. Pelo mesmo motivo, os governos devem interromper o fluxo de dinheiro público para as corporações de mídia. Muitas das vezes, isso pode ser feito gradualmente, de modo que os recursos públicos sejam transferidos, aos poucos, para as iniciativas Jornalísticas. No entanto, a verba pode ser cortada de uma só vez, como fez o governador do Paraná, Roberto Requião. Tudo vai depender da correlação de forças e das reais intenções da equipe de governo.
Além das tarefas concernentes ao poder público, há que sublinhar a importância de outras instâncias da sociedade. Universidades, escolas, associações de classe, sindicatos, igrejas, movimentos sociais, parlamentares, juizes, defensores e promotores progressistas e todos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa devem se engajar na denúncia das distorções praticadas pelas corporações de mídia e, complementarmente, na produção de material Jornalístico.
Ao denunciar as mentiras e manipulações publicamente, as corporações de mídia serão enfraquecidas. Elas perderão força sempre que seus dogmas forem questionados. Isso precisa ser feito porque, apesar de hipocrisia ser flagrante, muitos ainda acreditam naquilo que é divulgado por elas.
Por outro lado, no momento em que as diversas instâncias da sociedade produzem material Jornalístico, ao público em geral é franqueada a possibilidade de comparação com as informações divulgadas pelas corporações. Isso mostrará, aos que tiveram acesso ao fato narrado, quem está preocupado em contar a verdadeira história.
Outra tarefa dessas instâncias é exigir, de forma organizada e sistemática, que os governantes cumpram seu dever. Protestos, manifestações, abaixo-assinados devem se estender para este objetivo; os alvos devem ser os governantes e as corporações de mídia.
Hoje existem algumas iniciativas esparsas nesse sentido, que devem ser aprimoradas. Mas ainda é pouco. Outras muitas ainda podem ser criadas, e entre elas uma, em especial, deve ser cultivada com carinho: a união das diversas iniciativas Jornalísticas existentes. Essa união virá a fortalecer o movimento de democratização da sociedade, contribuindo para a destruição das corporações de mídia e para a criação de instituições Jornalísticas sólidas, capazes de enfrentar a violência e a desigualdade fomentadas pelo sistema capitalista.

2 comentários sobre “É PRECISO RECONCEITUAR O JORNALISMO – 2”

  1. O que a mídia jamais aprofundou, faço agora. Mais: índios da Raposa Serra do Sol em Roraima são violentados pelo exército. Vamos adiante…
    OS FALSOS NACIONALISTAS
    Vejo demônios na história, fardados e não fardados, de pele e osso, desde os momentos das pressões dos USA contra Getúlio Vargas para que o Brasil entrasse na segunda grande guerra. Poucos sabem, mas ela só aconteceu porque a Inglaterra e os USA, deixaram Hitler organizar-se militarmente com o objetivo de ver as tropas alemãs invadirem terras comunistas, vigiadas fortemente por um determinado Stalin, com sua doutrina nacionalista inquebrantável.
    Hitler perdeu para Stalin, seu povo e o inverno russo, porém, antes, aniquilou com toda a Europa, começando pela França, sem falar na reanexação prévia de territórios que a Alemanha havia perdido no armistício de 1914. Não teve prá ninguém durante longos e tenebrosos anos de guerra. Parecia que o louco austríaco tinha tudo a seu favor. Quase tudo se não tivesse alguns capítulos espúrios que montavam sua estratégia de dominação do mundo, elaborados, enquanto esteve preso.
    Os USA porém só entram verdadeiramente na matança, depois que se viu atacado pela terceira coluna do eixo materializada por um destemido e pretensioso Japão, e, constatava que o “império de mil anos” do louco, claudicava perante um império russo que renascia do gelo e da fome, e que avançava rumo a Europa Ocidental libertando milhões de pessoas da insanidade ariana – a mesma imposta atualmente, pelo poder sionista mundial contra os legítimos e indivisíveis de direito, territórios Palestinos e, em outras plagas neste milênio de cinismo e incertezas…
    Acabou a guerra! O mundo agora estava dividido em duas bandas. A primeira providência do império dos USA, foi levar militares brasileiros para conhecer o “way of life” pós-guerra e aguçar um velho ideal republicano brasileiro que era continuar sendo capacho, porém, não mais do império britânico, mas dos norte americano. Para isso, a prostituta tupiniquim, praticamente encantada, sob o afago temporário do cafetão, escuta a frase mágica: “tudo isso será seu se me adorares.” A partir daquele instante, Getúlio Vargas, Juscelino Kubthecky, Janio Quadros e João Goulart não teriam um só minuto de paz e, em 31 de março de 1964, o destino brasileiro é selado com o “integrar para não entregar”. Só que às avessas. Veremos já…
    Após o golpe contra Goulart, dinheiro entra a rodo e a dívida externa cresce. Acordos subterrâneos são fechados e a pilhagem não tem preço. Delfim Neto, Mario Henrique Simonsen e Roberto Campos são os grandes articuladores do arbítrio, e carregam pires cada vez maiores. Obras mirabolantes são realizadas a revelia do conhecimento e da vontade do povo – igual aos dias atuais. Em tempo: haverá contestação sobre os valores estipulados às obras da ditadura militar; já se constatou também, há muito tempo, que houve roubo praticado no período da ditadura, e, que esses valores foram pra cima porque sempre estiveram atrelados aos juros impostos pelos USA aos governos títeres daquela ocasião.
    Mas a ferida aberta que irei cauterizar agora na mentalidade do leitor para que a dor passe e possa raciocinar melhor, está relacionada com a exploração mineral em solo brasileiro. Após o golpe militar de 1964, os USA enfiam suas garras nas entranhas das terras da Amazônia. Só para termos bons exemplos, focamos a Serra do Navio no Amapá, local onde a Betlem Steel retirou com avidez, todo o manganês – principalmente no auge da guerra do Vietnam – deixando uma ferida aberta naquela região e um Estado paupérrimo; Daniel Ludwing entra em Laranjal do Jarí, também no Amapá e retira Caulim e planta celulose às custas da desgraça ambiental e do povo que até hoje vive empalafitado na miséria plena deixada pela anuência entreguista fardada.
    Em Roraima, o povo passa fome há décadas e o médico diz que é virose. Não! É falta de vitamina porque a população não come o suficiente, primeiro porque, apesar de estar em andamento a transferência tardia das terras da união, articulada há muito tempo pela então Senadora Marluce Pinto, ainda não existe uma política agrícola ampla, geral e irrestrita para fixar definitivamente as famílias no campo, com infra-estrutura efetiva como escolas decentes, professores ideologicamente preparados, extensão universitária federal com todos os cursos, equipes de agrônomos engajados em dar assistência técnica, pontes de concreto, via de escoamento, transportes e insumos agrícolas diversos e suficiente. Esse é caminho básico para formar um estado agrícola e desestimular qualquer um de vir pra capital atrás de emprego inexistente. Então fica claro que, se não temos indústria e jamais teremos um pólo indústria igual ao de Manaus, a zona de livre comércio e a zona de exportação que são programas de governo envoltos pelas teias da burocracia, sobram a saída agrícola em primeiro lugar – pois boi dá prejuízo ao meio ambiente, ocupa muita terra e tira o espaço vital para a maioria do povo que necessita comer com emergência – a prospecção mineral através das cooperativas de garimpeiras organizadíssimas, e, o turismo.
    Alguém poderá argumentar que a mineração tira o homem do lote, como realmente já tirou, justamente porque era desorganizado. Mas afirmo que um garimpo organizado com o povo, é o melhor caminho para se capitalizar o cidadão sem vocação agrícola que vive nos bolsões de miséria na capital e injetar rapidamente, dinheiro no mercado. E quem tiver seu lote, injetará nele, pois qualquer um sabe que minério um dia acaba. Porém, terra bem tratada, dentro de critérios sustentáveis, não! Então falta orientação ao povo para que inteligentemente, participe de fato do desenvolvimento do Estado. Até porque o cidadão não é idiota e sabe seguir um bom caminho traçado com seriedade.
    Em tempo: por ser injusto e burrice, não prego e não concordo com o aniquilamento do rebanho de espécie alguma, só que, é necessário se articular uma política de socialização de oportunidades para que todos respirem o mesmo lucro. Mais: existem outras atividades econômicas no campo que podem caminhar junto com o crescimento do boi. O peixe é uma delas. Nem vou aqui, entrar na questão energética porque o espaço é pouco e fica pra próxima.
    No item mineração, é necessário explicar que essas milhares de família, estão criminosamente proibidas de prospectar suas próprias terras para tirar riquezas minerais legitimamente roraimenses, brasileiras, não por questões ambientais, mas porque a classe política entreguista de Brasília, não deseja que o povo seja livre tirando aquilo que lhe pertence. Claro! Um homem livre não corre atrás de bolsa família. Isso! O povo não é preguiçoso e nem burro. Então, o que a maioria dos políticos federais querem? Mineradora! A mesma política dos militares. Usam até o termo, “mineração organizada”, mas organizado pelo cartel internacional que controla boa parte da prospecção e contrabando de diamante, ouro, cassiterita, molibidênio, urânio e nióbio. Esse último tem em grande quantidade na Raposa Serra do Sol e já é cobiçado por um grupo brasileiro associado com um grupo norte-americano desde a venal modificação do texto constitucional nos anos 90 no período um dos períodos mais triste da história republicana que se registra, inquestionavelmente, como colônia dos interesses externos.
    Existe uma outra faceta escondida na mente dos asseclas do capital sem pátria quando falam em “mineração organizada”. Um cidadão garimpeiro, é livre e irá investir no seu lote, na sua casa, na sua família, votará em quem ele bem entende e jamais tirará um grama de ouro pra eleger uma excrescência política; mineradora é diferente, e é organizada na arte de corromper e pilhar o que é do povo, a ponto de fazer lobby dentro do congresso e bancar campanhas políticas e até aposentadorias, até a quinta geração. São bilhões de dólares atraindo interesses inconfessáveis e, porque agora, esta classe, historicamente entreguista, iriam se interessar pelo pobre, faminto e desorientado povo amazônida? Já se esqueceram do que Lula e seus seguidores fizeram com os indígenas e não indígenas de Roraima? Portanto, é bom não se esquecer de quem os traiu… Aliás, desde os primórdios da história deste arremedo de nação soberana que a elite opressora teima em ser a prostituta barata e oferecida, perante o império de ocasião, a ponto de matar e torturar nosso povo. Basta ver o que o exército e a polícia federal fizeram com o povo brasileiro na Raposa Serra do Sol nos últimos dias, quando humilharam os índios da comunidade do Flexal e outros pontos com violência brutal. (Vou tratar desse assunto com riqueza de detalhes numa próxima oportunidade…Já estamos em campo…)
    No final dos anos 80 quando o coronel Mario David Andreazza, ministro do interior na época, deu ordens expressas para que a cassiterita de Surucucus não mais fosse lavrada por garimpeiros, e os militares entreguistas prontamente montaram “vigilância” para defender a soberania da Amazônia naquela região que eu batizei de futuro potentado do G8 dentro da Amazônia. E para entendermos essa questão também, vamos logo tratando da situação vulnerável em que nos encontramos quando qualquer super potência militar cismar de invadir isso aqui. O Brasil será um novo Iraque por que nossas forças militares nunca tiveram potencial bélico para enfrentar qualquer força estrangeira do porte dos USA, mas sempre estiveram aparelhados para capturar, torturar e matar quem se opuser aqui, ao seu pensamento entreguista. Ficou claro? Ótimo! Logo, as forças militares brasileiras que aí estão – falsos nacionalistas -, defenderão nos bastidores ou na linha de frente, qualquer tentativa de rebelião nacionalista oriunda do povo, que venha defender o direito de explorar, legitimamente, nossas riquezas minerais. Para isso, até o texto constitucional lhes foi facilitado nos anos 90 por asseclas – dentro dos partidos de direita – dos interesses estrangeiros, para exalarem o simples argumento: “Estamos cumprindo ordens.” Assim, esta “milicada” entreguista virou legalistas da noite para o dia, em nome dos interesses internacionais e não do povo. É vergonhosa a história de desses militares quando o assunto é meio ambiente, reforma agrária e mineração.
    Então, nos resta deixar claro que, as forças militares na Amazônia fazem firula com o dinheiro do contribuinte para transportarem famílias de outros pontos para cá, para defender a Amazônia, de quem? De um nacionalista Hugo Chavez? Deveriam esses militares carregarem um lenço no pescoço com os mesmo dizeres que o militar Venezuelano carrega: “socialismo ou morte!” Isso mesmo! Socializar nossas riquezas minerais entre o povo brasileiro, deveria ser a meta a ser seguida, inclusive com nossos indígenas inseridos no processo, que vivem na miséria, em qualquer local deste país. Em tempo: nossos militares e mais alguns políticos idiotas bem sabem que Hugo Chávez não nos intimida, não nos representa risco, mas é, a espinha na garganta dos USA e do poder sionista que manobra a vida econômica e o submundo do crime no planeta – basta ver a pilhagem na Palestina, Iraque, Afeganistão e outros pontos.
    Há sim, um descarado atrelamento histórico dos nossos militares com os USA, achando esta milicada subserviente e assassina historicamente dentro da vida republicana, que os USA, Inglaterra, França, Japão, Alemanha e Itália, pouparão a Amazônia num futuro bem próximo. Estúpidos, se esquecem que os refugiados brancos e ricos do norte, procurarão o sul para matar a sede em futuro próximo, se não bastasse o roubo de água na boca do amazonas com o atlântico, um dos maiores berçários aquático do mundo. Está ocorrendo crimes ali e nossa água chega até a Arabia Saudita em navios tanques, como denunciou um militar depois de vestir o pijama. Aliás, é bom lembrar que esta escoria moral da sociedade usa do cinismo e só nessas horas que eles abrem a boca, mas para fazer média com a população desinformada.
    Deveriam esses militares, oporem-se à base norte-americana na Colômbia do narcotraficante Uribe, e, envergonharem-se de estar armando querelas, escaramuças ideológicas através de discursos internos vazios contra quem teve a coragem de atravessar toda a era Bush, intacto, e, cortar os privilégios dos salteadores internos e externos que estavam acostumados a enviar dinheiro prá Miami, como ainda ocorre aqui, onde salteadores de cofres públicos são protegidos, inclusive por membros de um STF bem achincalhado perante a consciência pública. Basta vasculhar Carta Capital e Caros Amigos.
    A política da Venezuela para seu povo, senhores políticos e militares, é bem diferente do Brasil do “cara“ – que vaselina Obama massageou na frente do mundo -, que vem leiloando nosso petróleo entre empresas internacionais, bancando bancos falidos com dinheiro público, via BNDES e injetando impostos do povo brasileiro em multinacionais estrangeiras de todos os matizes, entrelaçadas com os últimos escândalos econômicos desencadeados na sodomia de Wall Strett. Estamos também, muito bem informados, senhores ultrapassados asseclas, e somos inimigos vivos do sistema que vocês alimentam há mais de cinqüenta anos. E que isto fique bem claro.
    Abro um parênteses para jogar luz sobre o bio terrorismo e que a grande mídia corrompida não deixar chegar aos corações e mentes desta nação. Atravessou, já há alguns anos, da Guiana Francesa para dentro do território brasileiro, uma praga chamada “mosca da carambola”. A Embrapa identificou que a praga havia atravessado o Rio Oiapoque, se amoitado nos sítios amapaenses e paraenses e o governo Frances não deu nem bola, mesmo depois que o Itamarati andou se lamuriando junto ao governo Frances, no período FHC. Agora, vejo o “acaro vermelho”, encurralando a economia roraimense no sul do Estado, quando nossa banana escurece nos estoques do desespero de centenas de agricultores .
    Deixo claro, que, qualquer cultura agrícola de pequeno, médio ou grande porte econômico, deverá ser responsavelmente monitorada, não somente pela vigilância sanitária, mas por todos os setores de fiscalização nos aeroportos, rodoviárias, postos de fiscalização, para evitarmos o acesso de elementos estranhos dentro de nossas terras. Ou já se esqueceram do sarampo e catapora que foi inoculado nas tribos indígenas por onde as estradas foram abertas por grandes empresas na Amazônia, no período em que os militares mandavam diretamente, matavam e torturavam. Também não nos esquecemos dos estrangeiros que tiraram e tiram nossas riquezas e providenciam pesquisas e patentes em suas bases de origem, como ocorreu na comunidade indígena no município do Bonfim, onde um ingles levou uma planta valiosa entre os indígenas e até hoje a coisa ficou por isso mesmo. Sem falar no sangue de indígenas Yanomamis que foram retirados e levados para os USA para pesquisa sem autorização das comunidades indígenas e do governo entregista brasileiro.
    Outra ponto: toda a mídia falou que a gripe suína saiu do México. É fato. Saiu sim. Mas saiu precisamente de dentro de uma pocilga norte americana chamada Smithfields, multada em mais de 12 milhões de dólares por envenenar a população note-americana. E o que o Ministro da Saúde está fazendo para travar esta moléstia? Os turistas estrangeiros estão sendo rigorosamente examinados pela vigilância sanitária? Os aviões estão sendo literalmente saneados antes de cada decolagem? Não? Não estão porque o capital sem pátria já anestesiou o poder público e este, cinicamente, não quer entrar em atrito diplomático com outros países, e claro, não irá querer contrariar os interesses empresariais do senhor David Baroni e outras proeminências econômicas da Avenida Paulista! Se fosse uma de nossas cocheiras ou pocilgas, o exportador de tal vírus, o Brasil não estaria vendendo uma orelha de porco e o linchamento público estaria sendo brutal. Agimos como colônia e somos tratados como tal. Esta é a mentalidade que habita o cerne desta nação que se acovarda diariamente, porque lhe foi implantada, o complexo de inferioridade com o regime ditatorial.
    Ponto final: a trama dos que optaram e tramaram em favor das mineradoras ainda não foi concluída e provavelmente será embargada pelo povo que sofre pela virose da fome e ansiedade de viver dias melhores, pois o socialismo jamais morreu, e é o caminho para a fraternidade, quando o povo perceber em breve, que é muito mais importante e útil, lutar de verdade contra este podre sistema, do que matar seu irmão em praça pública por causa de um tênis ou uma discussão fútil numa esquina qualquer desta ainda desgraçada vida brasileira.
    Wank Carmo – Fotógrafo documentarista

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