Dois pesos, duas medidas

É revoltante o tratamento desigual que receberam respectivamente Dilma Rousseff, do PT, e o atual presidente da República, sem partido (entre outras coisas). Enquanto a Presidenta Dilma Rousseff foi posta para fora do cargo sem qualquer prova de delito cometido, o atual presidente, que na ocasião fez apologia pública da tortura sem que nada acontecesse, acumula delitos cometidos e comprovados sem que nada ocorra.

Legislativo? Judiciário? Vivem do dinheiro público, do dinheiro que a população trabalhadora paga para cumprirem funções que raramente se lembram de cumprir. Os tempos mudam. É próprio da delinquência se julgar impune. Acima da lei.

Haja vista o ocorrido com o suposto juiz que perseguiu o Presidente Lula, virou ministro da justiça e nada aconteceu até agora. Delitos impunes tendem a dissolver os limites entre o permitido e o proibido. Quando o crime cometido fica sem ser julgado nem punido, tende a deixar se ser considerado crime.

Isto é o que vêm acontecendo nas altas esferas da função pública brasileira. Contudo, basta dar uma olhada em volta para ver que um dia a sorte muda. O delinquente vira réu. Assim aconteceu com ditadores dos países vizinhos e com os seus apoiadores. Foram julgados e punidos. Pagaram suas penas, como qualquer criminoso.

Apologia do crime é crime. Violação sistemática a premeditada dos Direitos Humanos é crime. Isto é em qualquer país civilizado. Voltaremos a ser um dia. Podem se comprar autoridades por algum tempo, ou por muito tempo.

Mas não se pode comprar a consciência de um povo que trabalha, que estuda, que pesquisa, que se esforça para ter uma vida digna e é sistematicamente afrontado pela parte mais podre dos setores dominantes.

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