Ditadura enrustida – eis o que resta de eleição fraudulenta, consentida

Ditadura enrustida – eis o que resta de eleição fraudulenta, consentida

 

Pelos dados recentes, resta claro

Subjaz um embuste bem funesto

No que houve, em 13, com os protestos

Do Império maldito tinham o faro

Confiam da massa de “ignaros”

As instâncias do Império, ressentidas

Com o papel do Brasil, como este lida

Tripudia a elite e faz a gesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

Mês de junho de 13 vem qual marco

Desde quando o Império reinicia

Seus ataques, com má diplomacia

Na conversa “É o cara” não embarco

Seu serviço secreto é como um charco

Se julgar necessário, é homicida

Pra tomar cafezinho até convida

Espiona chefia, golpe gesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

A julgar por critério do Capital

O Petismo não andou fora da curva

Sua canoa não remou em água “turva”

O rentismo obteve lucro abissal

A fatura do agro foi legal

A pobreza extrema, reduzida

O Brasil ganha fama, em sua lida

Ao Império propicia tanta festa

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

Nos países centrais do Ocidente

Amplo esquema de fraude eleitoral

É montado, com o Brasil lhe dando aval

Algoritmos em massa são frequentes

Enganando a milhões de nossa gente

Aliado à Direita carcomida

Bolsonaro dispara na corrida

E a vitória ao PT, seu ódio atesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

Registrar vale a pena alguns feitos

Da eleição complicada, a de dezoito

Quando irrompe, violento e afoito

 Candidato incapaz, dizendo-se afeito

A romper com o sistema, do seu jeito

Defensor da tortura, homicida

Restaurar ditadura, em sua lida

Mas, a fúria ao PTismo é manifesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

Mil denúncias circulam… E a  Justiça?

Da Direita refém, vai protelando

E a Extrema vai impondo o seu mando

Aos debates a mídia esteve omissa

E mais ódio ao Lulismo mais atiça

E a ultra, cada vez mais atrevida

À justiça acusa e intimida

E resulta a notícia mais funesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

 

Prosseguia a campanha irregular

Circulando notícias mentirosas

E o lawfare dando ar de sua prosa

Juiz Moro delação a revelar

Contra Lula, em processo singular

Bolsonaro crescendo sem medida

A elite, eufórica, toda unida

Bolsodória, Zema, Witzel fazem a festa

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

Mal começa o governo Bolsonaro

Uma série de escândalos vêm à tona

E a farsa de puro então detona

Laranjal vem primeiro, fica claro

As rachadas da ALERJ despertam o faro

Familícia tem fama retraída

De seu plano real já se duvida

E aumentam os incêndios na floresta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

Chegam a mais de cinquenta as cobranças

Para a Câmara votar Impedimento

Mas, o chefe da Casa, pouco isento

Acumula os processos, não avança

Vai assim prolongando essa tardança

Quem respalda atitude desmedida?

Para assim proceder em sua lida

Generais estariam por trás desta?

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

Qual é mesmo a função do militar?

Segurança e defesa da Nação

Aos milhares, porém, ocuparão

Na saúde, inclusive, nada exemplar

O que leva a Nação a protestar

Nesta crise epidêmica desmedida

Um Ministro não médico é quem lida

Desdenhando do povo que protesta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

Defender a Amazônia é certamente

Um dever que se estende ao militar

Prevenir, combater e evitar

Invasões e incêndios tão frequentes

Que perturbam a paz de nossa gente

Garimpeiros, grileiros em investidas

Desrespeitam a gente oprimida

Restam impunes por ações tão desonestas

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

Reverter tal contexto incumbe a nós

Conhecendo os limites da empreitada

A história trazendo anotada

Aos de baixo somando nossa voz

Venceremos contexto tão atroz

Nos juntando às massas excluídas

Que, em setembro, de novo reunidas

Gritar forte: o sistema já não presta

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

No trabalho de base permanente

Muitos pontos da agenda a enfrentar

Um se prende ao problema militar

É preciso bem tê-lo à nossa frente

Discutindo e mudá-lo amplamente

Aos civis submetendo a sua lida

Seu caráter, currículo, sua vida

Da Nação, servidora, não sua mestra

Ditadura enrustida – eis o que resta

De eleição fraudulenta, consentida

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