Tem gente que não é gente, e é um erro da sociedade, e em especial dos defensores dos direitos humanos, continuarem a alargar os espaços de liberdade e de atuação dos inimigos do gênero humano, os ladrões, os torturadores, aqueles que equivocadamente são vistos como vítimas da exploração capitalista, quando são, na verdade, o paradigma do que o capitalismo é: predomínio único e exclusivo do interesse e do benefício pessoal, anulação total e completa, negação do outro.
Eu sei que os meus amigos da esquerda e os defensores dos direitos humanos tem as suas razões para pensarem como pensam e para agirem como agem. Mas eu tenho as minhas razões também, para pensar que a esquerda e os defensores dos direitos humanos estão profundamente e esencalmente equivocados no que diz respeito ä natureza humana, e ao modo como os delinquentes devam ser tratados.
Eu sei que os bandidos que invadiram a minha casa e me ameaçaram, junto com a minha esposa, nos amarrando e nos deitando no chão, nos ameaçando com faca e revólver, cometeram tortura psicológica, privação ilegítima da liberdade, invasáo de privacidade, além de roubo. No entanto, isto brevemente será esquecido. Brevemente estarão de novo nas ruas, a repetir os seus crimes, a sua falta total de respeito ao ser humano, sua malfadada manía tão capitalista, de se preferirem por cima de tudo e de todos: primeiro eu, sempre eu, a qualquer preço.
A esquerda e os dfensores dos direitos humanos esquecem que há gente que náo é gente. E quando a sociedade baixa a guarda, o inimigo da vida entra. É necessário que estejamos todos preparados para defender a vida dos inimigos da vida. Para isso, há que saber que o mal deve ser combatido sem atenuantes. Ou todos pagaremos o preço.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

momento desabafo 2…
Prezado Rolando, minha solidariedade neste momento terrível.
De fato, tenho testemunhado muitos casos de desrespeito aos direitos humanos, por trabalhar há 10 anos com áreas conexas e me preocupar profundamente com a questão. Este é mais um caso da barbárie que estamos vivendo.
Sinal de que temos que olhar, também, para a barbárie cotidiana imposta a meninos e meninas, jovens de todo o país, privados de qualquer senso de cidadania. Esta é a sociedade que criamos.
Entendo perfeitamente o desabafo, e você tem minha solidariedade. Devemos focar a questão na nossa tragédia diária, que é o abandono dos mais pobres. Este é o sistema, que não olha com atenção para que mais precisa. Mesmo aqueles que têm muito dinheiro, porém uma formação extremamente deficiente, precisam de uma reabilitação.
Vide o caso do goleiro Bruno, cuja família é totalmente destruída. Veja mesmo o caso da sua namorada assassinada, cujo pai é acusado de explorar sexualmente uma garota de 10 anos, levando à filha a não ter uma visão de mundo fraternal e começar a se perder nas drogas e num estilo de vida que não tem volta.
A punição na justiça é, da fato, um dos mais importantes pilares da nossa sociedade. Mas há pistas que estamos devendo muito para o Estatuto da Criança e Adolescente, apesar de alguns avanços pontuais.
Um abraço fraternal.
Bom dia, Gustavo. Estes fatos provocam muitas reações. As imediatas, de dor, de impotência, de saber a sua vida em mãos de pessoas para quem o único que conta são os bens materiais. Depois, a gente começa a ver as coisas de outras formas, com a ajuda de amigos, familiares, colegas, companheiros de caminhada. Agradeço a sua iniciativa e a sua solidariedade. Um grande abraço