Direitos Humanos, para os humanos

Tem gente que não é gente, e é um erro da sociedade, e em especial dos defensores dos direitos humanos, continuarem a alargar os espaços de liberdade e de atuação dos inimigos do gênero humano, os ladrões, os torturadores, aqueles que equivocadamente são vistos como vítimas da exploração capitalista, quando são, na verdade, o paradigma do que o capitalismo é: predomínio único e exclusivo do interesse e do benefício pessoal, anulação total e completa, negação do outro.

Eu sei que os meus amigos da esquerda e os defensores dos direitos humanos tem as suas razões para pensarem como pensam e para agirem como agem. Mas eu tenho as minhas razões também, para pensar que a esquerda e os defensores dos direitos humanos estão profundamente e esencalmente equivocados no que diz respeito ä natureza humana, e ao modo como os delinquentes devam ser tratados.

Eu sei que os bandidos que invadiram a minha casa e me ameaçaram, junto com a minha esposa, nos amarrando e nos deitando no chão, nos ameaçando com faca e revólver, cometeram tortura psicológica, privação ilegítima da liberdade, invasáo de privacidade, além de roubo. No entanto, isto brevemente será esquecido. Brevemente estarão de novo nas ruas, a repetir os seus crimes, a sua falta total de respeito ao ser humano, sua malfadada manía tão capitalista, de se preferirem por cima de tudo e de todos: primeiro eu, sempre eu, a qualquer preço.

A esquerda e os dfensores dos direitos humanos esquecem que há gente que náo é gente. E quando a sociedade baixa a guarda, o inimigo da vida entra. É necessário que estejamos todos preparados para defender a vida dos inimigos da vida. Para isso, há que saber que o mal deve ser combatido sem atenuantes. Ou todos pagaremos o preço.

3 comentários sobre “Direitos Humanos, para os humanos”

  1. Prezado Rolando, minha solidariedade neste momento terrível.

    De fato, tenho testemunhado muitos casos de desrespeito aos direitos humanos, por trabalhar há 10 anos com áreas conexas e me preocupar profundamente com a questão. Este é mais um caso da barbárie que estamos vivendo.

    Sinal de que temos que olhar, também, para a barbárie cotidiana imposta a meninos e meninas, jovens de todo o país, privados de qualquer senso de cidadania. Esta é a sociedade que criamos.

    Entendo perfeitamente o desabafo, e você tem minha solidariedade. Devemos focar a questão na nossa tragédia diária, que é o abandono dos mais pobres. Este é o sistema, que não olha com atenção para que mais precisa. Mesmo aqueles que têm muito dinheiro, porém uma formação extremamente deficiente, precisam de uma reabilitação.

    Vide o caso do goleiro Bruno, cuja família é totalmente destruída. Veja mesmo o caso da sua namorada assassinada, cujo pai é acusado de explorar sexualmente uma garota de 10 anos, levando à filha a não ter uma visão de mundo fraternal e começar a se perder nas drogas e num estilo de vida que não tem volta.

    A punição na justiça é, da fato, um dos mais importantes pilares da nossa sociedade. Mas há pistas que estamos devendo muito para o Estatuto da Criança e Adolescente, apesar de alguns avanços pontuais.

    Um abraço fraternal.

  2. Bom dia, Gustavo. Estes fatos provocam muitas reações. As imediatas, de dor, de impotência, de saber a sua vida em mãos de pessoas para quem o único que conta são os bens materiais. Depois, a gente começa a ver as coisas de outras formas, com a ajuda de amigos, familiares, colegas, companheiros de caminhada. Agradeço a sua iniciativa e a sua solidariedade. Um grande abraço

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