Dia nacional da Memória pela Verdade e a Justiça

Tenho escrito já tanto sobre a ditadura e suas sequelas

A justiça feita ou ainda por fazer.

Não apenas o que o genocídio deixou como contas a pagar

Crimes a serem julgados e punidos

Mas ainda e apenas mais

O que sobrou para quem viveu o genocídio e sobreviveu

Valorizar a vida

Valorizar o estar vivo, viva.

O que me anima é a expectativa de saber

E espero estar sabendo mesmo

Que como Argentina aprendemos a ser mais do que partidos ou partidas

Fachadas.

Como despegar a memória do pesadelo que ficou colado na memória? É tarefa para o dia a dia.

Escrever faz parte desta tarefa

Refazer o sentido do viver.

Focar nesta transformação que é coletiva e pessoal

Comunitária

Dito isto mil vezes, direi tantas quantas for necessário

Até que o sol brilhe como há de brilhar

E já brilha por momentos.

Dia nacional da Memória pela Verdade e a Justiça.

Argentina, sim. Mas qual Argentina?

Qual Argentina?

A minha Argentina está de pé.

Eu não me dobrei. Enfrentei.

O meu lugar está intacto.

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