Depredação, pilhagem e escatologia

Um bando de marginal
invadiu lá no DF,
o Planalto, STF,
e o Congresso Nacional.
O bem patrimonial
foi um a um depredado,
o que era vidro, quebrado,
o que era arte, ferida.
A horda, enfim, foi despida
e seu rosto escancarado.

Lá dos Estados Unidos
o Bolsonaro acenava,
e o tropel se inflamava
num longo e feliz mugido.
E enquanto era tangido,
tal qual uma marionete,
empunhou um canivete
e feriu Di Cavalcanti.
E mais na frente, adiante,
defecou sobre o carpete.

Martim Assueros
8/1/2023

Um comentário sobre “Depredação, pilhagem e escatologia”

Deixe uma resposta