Depois do circo

A quebra da ordem institucional do país é algo gravíssimo. Ver ontem o desfile de deputados golpistas, ressentidos, abertamente antidemocráticos, foi algo de veras enojante. Atroz. Baixo.

Ver esse coletivo anômalo, feito aos privilégios e à impunidade, bajulando o corrupto maior que dirigia esse espetáculo degradante, foi verdadeiramente indignante. Um bando de apaniguados das empresas e dos latifundiários, das igrejas que pagam suas campanhas, e que se permite não apenas paralisar o país, como também debochar abertamente de nós, que pagamos seus salários elevados e imerecidos.

Palhaços e palhaças bancando os patriotas, enquanto destroem a ordem constitucional. Houve até um apologista da tortura e da ditadura, que não entendo como e que não está preso. Canalha. Covarde. Foi um golpe baixo. Um golpe contra a democracia. Exceções honrosíssimas foram aqueles deputados e deputadas que denunciaram o golpe, apoiando a continuidade democrática.

Essa gente lavou a minha alma, e acredito que a de todos nós. O governo que vier, deverá obrigatoriamente ter que conviver com essa corja de delinquentes. Se for o do vice golpista, o que é de se temer, aliado ao bandido que presidiu a sessão vergonhosa de ontem, seguirá tudo como está, bandidos com bandidos.

E se for o da presidenta Dilma, terá que aprender a conviver de outras maneiras com essa canalha. Tal vez se voltar mais para a população mobilizada, os movimentos sociais, os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, as minorias favoráveis aos direitos sociais e aos direitos humanos. Se apoiar nos que apoiam um projeto de país includente. Aprender com os movimentos sociais. Aprender com a população mobilizada.

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