Da farsa à farra

Por Petrônio Souza Gonçalves

No governo Lula, tudo é assim: uma grande farra. A farra dos cargos, a farra dos cartões; tudo pertencente a uma corporação, um grupo, uma grande instituição. É a privatização do poder, a familiarização do patrimônio público, o sentido mais rasteiro do que seja uma administração, um cargo eletivo, um sentido de gerir os anseios de um povo, a gestão de um Estado, de uma nação.

Para aqueles que vão estar perto, caminhar juntos, instituiu-se uma mesada, um incentivo para todos participarem da grande festa. Até os amigos mais próximos, arranjam um jeito de tirar uma casquinha. Quando dá; um produz um farto churrasco, para peixes grandes e peixes miúdos… e assim vai a caravana vermelha da vergonha do governo Lula e todos os seus companheiros.

Alguns relatos dessa grande festa foram feitos por alguns que abandonaram o barco, achando constrangedor o triste espetáculo. Frei Betto foi rezar e pregar em outra freguesia, mais ávida por pão e luz. Ricardo Kostcho foi viver de ver e retratar a verdade, aquela que ele tentou negar por algum tempo. Atrás deles, a história vexatória daquilo que eles não comungam mais; a mesa farta dos eternos comensais, dos vampiros famintos por verbas federais, dos aloprados retintos, dos rufiões de sonhos, dos dançarinos debochados da impunidade, dos relaxados ministros gozando em plena luz do dia de nossas caras… É a grande e triste farra dos iguais. A lamentável história das pessoas vazias. A farsa dos boçais!

O que vai ficar do governo Lula para a posteridade?! A instituição do assistencialismo? O populismo reinante como principal política de um governo exercido por um ex-retirante? Ou os rostos mestiços de seus ministros se lambuzando no melado deixado pela casa grande com seus 400 cabedais de história e poder?! Tudo, uma coisa só, erguida pela casa grande e desfrutada pelos que desfilavam mágoas no vasto quintal da hipocrisia.

Para o brasileiro crente em uma Nação, em um povo; uma grande desilusão e uma doída constatação! Agora está, aos poucos, catando seus cacos, contabilizando as perdas, costurando a velha bandeira; tingida por sonhos, lutas e muitas decepções.

Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor. Blog: http://petroniosouzagoncalves.blogspot.com

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