Consciência e presença

Os nomes não são aleatórios. As palavras possuem conteúdos precisos. O conhecimento do que significa a palavra consciência é uma luz que orienta o nosso trabalho. Vir a tona nesta época, nestes tempos de diminuição dos espaços de liberdade quer seja pela implantação do regime ilegal, ilegítimo e inconstitucional atualmente no poder, quer seja por motivos ligados à existência semi-automática ou totalmente mecanizada que pulula por toda a parte, é um exercício de humanidade em todas as dimensões da palavra.

Não se trata apenas de reivindicar a plena vigência dos Direitos Humanos, mas de exercer totalmente e conscientemente a nossa própria humanidade no dia a dia, em cada ato.

Ser a ação precisa que nos envolve por inteiro. Sermos o tempo todo a mesma pessoa, nessa constante e contínua dança e entrecruzamento de esferas e mundos que nos compõem.

Deixar o discurso vazio que nos detona. Abandonar a semi-presença do agir acuados, acuadas. Fazer com que cada instante conte.

Aprofundar na existência com o auxílio preciso da filosofia, a literatura, a poesia, a fé, a solidariedade, a criatividade, a política orientada por valores superiores como o serviço e a inclusão social, a promoção da vida.

Consciência é isto: é saber o que sou, o que estou fazendo, o que é que está acontecendo comigo e à minha volta, o que é que eu quero e o que não quero e nem aceito de jeito nenhum.

Presença é o agir consciente. Apenas a atenção contínua e efetiva sobre o modo como estamos presentes no mundo, pode nos dar uma inserção fecunda no tempo e na vida.

Nestes tempos em que se repete o que se ouve, sem saber o que é que se ouviu, em que se age sem saber o que está a se fazer nem por quê, consciência faz a diferença.

A vida passa, de todas maneiras. Um dia termina. Que sejam nossos todos os instantes!

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