Como o que eu sou e o que eu faço se enraízam na minha história de vida?

Como o que eu sou e o que eu faço se enraízam na minha história de vida? Hoje saí com esta pergunta. Saí caminhar com esta pergunta, e fui me dando conta de que verdadeiramente a pergunta era um acolhimento. A pergunta ia me repondo na trama da minha existência. Pensei então no quanto é ou pode ser importante que a gente trate de responder a esta pergunta. Mas, muito mais importante do que as respostas que possam ou devam ser dadas, importa a pergunta em si.

Quando eu me pergunto como o que sou ou o que faço estão enraizados na minha história de vida, eu estou voltando, nesse mesmo instante, pelo mero fato de perguntar, à matriz da minha vida, à origem do meu existir. Esta pergunta venho me fazendo faz muito tempo, e tenho dado várias respostas à mesma. Várias partes da minha personalidade e vários aspectos do que faço, estão fortemente enraizados na minha história de vida.

A família a que pertenço, as coisas que fiz no passado, os amigos e amigas que tive ou tenho, os amores que tive ou tenho, tudo isto é parte essencial da minha trama existencial. O horizonte da vida é a plenitude que vem de percebermos o quanto a nossa existência é um fruto das nossas próprias escolhas. Em quanto caminhava com a pergunta, ia sentindo uma paz crescente. Sensações de infância.

Percebi então que essa alegria interior de estar inserido na própria história de vida, é um fruto da própria existência. A gente não precisa se esforçar tanto. Ser não dá muito trabalho. Quando somos crianças ou jovens, o nosso horizonte não é a morte nem o medo, nem a velhice ou a solidão. Temos horizontes de alegria e de amor, e isto se colhe na velhice, se a pessoa puder fazer a costura de passado e presente a que esta pergunta aponta. O que eu faço e sou, tem raízes na minha história de vida?

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