Apafunk confirma Roda no D. Marta

mcleonardoNa nota abaixo, MC Leonardo explica a recente movimentação da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk e confirma a Roda de Funk no morro Dona Marta, em Botafogo, às 16h do próximo domingo 26 de julho de 2009:
A todos os profissionais e amigos do Funk
Vou tentar esclarecer nas próximas linhas o que aconteceu nos últimos 15 dias com a APAFUNK em relação aos 2 adiamentos que ocorreram com a RODA DE FUNK no Morro do Santa Marta.
Assim que se deu o final da RODA DE FUNK na Cidade de Deus (14/06), já pensamos na data da próxima atividade no Morro do Santa Marta e decidimos que seria no dia 28/06.
Mandamos o ofício para a prefeitura através do gabinete do vereador Eliomar Coelho, avisando que iríamos ocupar uma praça dentro do morro, e as nossas finalidades, e este mandou o tal oficio pro comando da polícia daquela localidade (2º BPM).
O então comandante daquele Batalhão (Tenente Coronel Gyliard Albuquerque) só se pronunciou na sexta-feira, entrando em contato com o gabinete do vereador Eliomar Coelho, dizendo não permitir tal manifestação e que não queria nos ouvir.
Recebo esse informe via telefone às 3 horas da tarde da mesma sexta-feira (26/06) dentro da Rocinha, recebendo em minha casa um empresário americano chamado Marc Eko (dono da marca EKO) em um encontro que já estava agendado há mais de dois meses.
Esse encontro, além de ter sido extremamente importante para minha, carreira era inadiável, pois o gringo só tinha quatro dias aqui e muitos compromissos pra cumprir.
A primeira coisa que foi feita foi uma reunião com todos que estavam participando da organização dessa roda para tomar uma decisão ainda na sexta a noite.
O Teko foi pela APAFunk à reunião, o Fiell participou pelo telefone e eu também.
Nessa reunião, a decisão foi publicar uma nota da APAFunk explicando que a roda tinha sido proibida e informando o adiamento da mesma para o dia 19 de julho.
Até lá iríamos tentar a negociação e preparar os instrumentos necessários para garantir a roda.
Eu tinha a esperança que ele me recebendo eu iria convencê-lo a mudar de idéia, pois assim que o comandante do 18ª BPM (Tenente Coronel Luigi) me recebeu em seu gabinete para tratarmos do mesmo assunto, só que lá na Cidade de Deus, ele recuou e acabou vendo que havia muita diferença entre o que nós iríamos fazer e a realização de baile Funk.
Estive ocupado naquela semana com algumas responsabilidades envolvendo minha carreira, e já que a roda era para o dia 19/07 eu não via tanta urgência para falar com o comandante.
Então entramos na semana do FUNK-SE, evento que seria no sábado dia 11/07, mas que iria discutir o Funk durante quatro dias em um colégio na Tijuca e eu fui convidado pra debater os quatro dias e ainda fizemos uma RODA DE FUNK no final do debate nos 3 primeiros dias.
Fui informado pelo Guilherme que o novo ofício, informando do dia 19/07 lá no Santa Marta, seria feito através do gabinete do Deputado Estadual Marcelo Freixo e não mais seria enviado somente à prefeitura, mas à secretaria de segurança publica. Na mesma semana cai o comando geral da PM.
Sexta feira, dia 10/07, fiquei sabendo que, o com a troca do comando geral, o comandante do 2ª BPM também iria ser mudado. Eu já estava pensando em ir ao batalhão somente na segunda-feira mesmo (dia da posse do novo comandante), achei ótimo.
Na segunda-feira, dia 13/07, acordo, me arrumo e antes de sair vou ler meus emails, e me deparo com declarações absurdas vindo de policiais militares acusando os bailes Funk de serem os culpados de diversos crimes acontecidos no final de semana na cidade.
Decidi não ir mais àquele batalhão, e por uma razão óbvia eu não tinha a menor condição psicológica de falar com nenhum ser de farda naquela ocasião.
A imprensa me procurou e eu não só dei minha opinião, como alertei sobre a censura que nós estávamos sofrendo no caso da RODA DE FUNK no Santa Marta.
Na terça-feira, dia 14/07, fui ao escritório do Doutor Nilo Batista para uma reunião que já estava agendada alguns dias antes e este me recebeu muito bem, acompanhado de outro grande advogado: Doutor João Tancredo.
Essa reunião foi marcada pelo nosso grande aliado e delegado de polícia Doutor Orlando Zaccone em uma reunião onde discutíamos os avanços que nós queríamos alcançar. Nessa reunião alem do Zaccone estava presente o nosso amigo do Funk Marcelo Yuka e o nosso grande jornalista Marcelo Salles, além de outras coisas marcamos a tal reunião com o Doutor Nilo Batista.
O pessoal do movimento DPQ (DIREITO PRA QUEM?) trabalhou em cima da possibilidade de um mandado de segurança, então foram comigo ao encontro com os advogados.
Estávamos pensando em duas possibilidades, a primeira de entrar com o tal mandado, a segunda era a aproximação com o novo comando. A segunda opção era a mais defendida pelo Doutores. Bom, se a nossa principal bandeira é a de conseguir espaço através da comunicação, esta acabou sendo a mais defendida por mim também.
No momento em que chegamos à conclusão de só entrarmos com o mandado de segurança depois de termos tentado um contato com o comando daquele batalhão, o Doutor Zaccone se encarregou de procurar saber quem nos podia ceder o telefone do comandante.
No momento que o Doutor Zaccone descobre o nome e o telefone do novo comandante do 2ª BPM eu recebo um telefonema que viria pôr fim àquela reunião.
O telefonema era do Major Oderlei (relações publicas da policia militar) querendo marcar uma reunião comigo na manhã seguinte, afim de explicar as declarações que apareceram na mídia, feitas por ele próprio e os demais oficiais. Encerramos a reunião e eu tratei de ligar pro Mano Teko vice-presidente da APAFUNK e pro Marcelo Salles, para que me acompanhassem nessa reunião com o Major Oderlei.
Manhã de quarta-feira 15/07, e eu me dirijo ao quartel-general da policia militar e encontro os meus parceiros que atenciosamente atenderam ao meu recado.
Entramos no quartel e fomos muito bem tratados, a preocupação do major era a imagem da polícia ter sido prejudicada com declarações que foram dadas equivocadamente (segundo ele) por policiais em um momento da perda de um colega.
Disse que o aumento do número da criminalidade em volta de alguns bailes em morros da Tijuca são relevantes, mas concordou que existem vários bailes na cidade e que o mesmo não acontece.
Disse que a policia militar não é e nem quer ser vista como inimiga do funk, e o que ele puder fazer para que isso aconteça irá fazer. Falei pra ele do trabalho da APAFUNK e o que nós estamos fazendo em função da realização da RODA DE FUNK no Santa Marta. Nos deu os parabéns pela APAFUNK e pediu que eu procurasse o novo comandante do 2ª BPM pra falar sobre a RODA DE FUNK.
Sinceramente, gostei da maneira que fomos tratados, pelo menos nos deixaram falar, mas hora nenhuma ele falou sobre o que o Funk sofreu com as declarações dadas por eles. A imagem do Funk é infinitamente mais prejudicada do que a da polícia com esse tipo de declarações.
Mas o assunto no momento é a RODA DE FUNK no Santa Marta, liguei pro Doutor Zaccone pra pedir o telefone do comandante.
Liguei pro comandante, avisei que queria um momento com ele e ele pediu que eu o procurasse na manhã seguinte.
Acordo na manhã de quinta-feira 16/07 e vou pro 2ª Batalhão falar com o Coronel Roberto Gil, comandante daquele batalhão.
Me recebeu com mais de uma hora de atraso, mas como ele pediu que eu ligasse antes de ir e eu não liguei, nem deu pra ficar chateado.
E não foi à toa que demorou pra me receber, tinha muita gente pra falar com ele, ele recebeu todo mundo e me deixou por último.
Entrei no seu gabinete, me recebeu juntamente com o seu subcomandante, desligou o celular, pediu na ante-sala que não fosse incomodado e pediu que eu ficasse à vontade. Falei durante uns 30 minutos sobre tudo que APAFUNK está fazendo e sobre a RODA DE FUNK no morro do Santa Marta.
Falou que admira nossa luta, que sabe que com o mandado de segurança a gente faz a RODA DE FUNK acontecer no Santa Marta ou em qualquer lugar,e que ele quer se aproximar disso o tanto que for preciso até pra ser uma voz a favor dentro da corporação.
Porém, pra isso acontecer ele precisa de uma semana e nada mais.
A educação e a humildade com que ele me pediu não me deixaram alternativa se não dizer que eu iria conversar com meus companheiros e que se eu não o ligasse naquele mesmo dia é porque eu teria optado por aceitar seu pedido.
Se fosse por mim eu iria aceitar na hora o seu pedido, mas tinha que consultar algumas pessoas que estão diretamente ligadas com essas decisões.
Depois de informar algumas pessoas e consultá-las sobre o ocorrido a decisão tomada foi adiar a RODA DE FUNK para o dia 26/07, mostrando mais uma vez que queremos dialogar.
Estive ontem, sexta-feira 17/07, no Morro do Santa Marta logo cedo, às 8 horas da manhã, pra gravar um programa de televisão e pude ouvir mais do Fiell. Ele falou que houve uma aproximação da Capitã Priscila com ele e que esta tinha pedido a mesma coisa que o comandante havia pedido pra mim, uma semana pra que ele tenha tempo de conhecer o terreno que ele está pisando. Como a MTV viria ao morro falar comigo sobre proibições de bailes através da lei 5265 ficamos no morro e acabamos encontrando a tão falada Capitã Priscila.
A fala dela foi idêntica à do Coronel Roberto Gil, querem que a RODA DE FUNK sirva de leme pra que eles possam, junto com a própria comunidade, descobrir mecanismos de mudança no tratamento de eventos culturais naquela comunidade depois da ocupação policial.
ESPERO QUE TODOS TENHAM ENTENDIDO, E QUE NÓS POSSAMOS FAZER COM QUE AQUELA FAVELA REALMENTE TENHA BOAS HERANÇAS DEPOIS QUE A RODA DE FUNK TIVER RODADO POR LÁ. FIQUEM COM DEUS E ATÉ DOMINGO 26/07, ÀS 4 DA TARDE, NA PRAÇA DO CANTÂO, NO MORRO DO SANTA MARTA.
M.c Leonardo
(PRESIDENTE DA APAFUNK)
Roda de Funk adiada
A Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) decidiu acatar o pedido do novo comandante do 2º Batalhão de Polícia e adiar para o outro domingo, dia 26 de julho, a Roda de Funk no morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul carioca.
Ainda hoje publico a nota enviada pelo presidente da Apafunk, MC Leonardo, que explica melhor a situação.
Com quem está a polícia? (publicado em 15 de julho de 2009)
sta_martaDepois das reportagens veiculadas pelo RJTV (aqui) e pelo portal G1 (aqui), da Globo, a assessoria de imprensa da PM solicitou reunião com MC Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk). O encontro aconteceu no QG da polícia, no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15/7) – o vice-presidente da Apafunk, Mano Teko, também compareceu.
O major Oderlei, relações públicas da PM, disse que houve um mal entendido, que “a imprensa interpretou de forma extrema” suas declarações e que “a PM não proíbe o baile, apóia todas as manifestações culturais que sejam legítimas e saudáveis para a sociedade”. Contudo, completou, “para que certos eventos aconteçam há que se cumprir determinadas regras”.
A conversa correu de forma amistosa. O que não impediu que MC Leonardo fosse direto ao ponto: “Não vou ficar implorando por um direito”, disse o presidente da Apafunk. A consideração foi feita quando o oficial pediu que antes da Roda de Funk no Dona Marta ele pedisse autorização ao comandante do batalhão da região. Amigos, amigos, negócios à parte. No caso, manifestação política à parte.
Cá entre nós: é preciso ter peito pra chegar no Quartel General da PM e mandar essa.
A postura da Apafunk foi firme e decidida. E corajosa, porque a Roda no Dona Marta fora proibida há quinze dias pelo comando do batalhão local. Houve até ameça de repressão com tropa de choque, feita pelo comandante. No entanto, é preciso lembrar que a Polícia Militar é um órgão vinculado ao governo estadual, que funciona com o dinheiro pago por todos os cidadãos fluminenses. Portanto, seu objetivo é contribuir com a segurança desses cidadãos. E aproveitando a pesquisa recém-divulgada pelo IPEA, vale ressaltar que os mais pobres pagam mais impostos que os mais ricos (44,5% contra 23%, íntegra aqui). Ou seja, até por uma lógica mercantilista (que não é o caso) a polícia deveria ter mais atenção ao entrar numa favela.
A propósito, na noite desta quarta-feira moradores do Morro dos Macacos protestaram contra a violência policial e afirmaram que nenhuma das mortes causadas pela polícia ocorreram em confronto. Até o RJTV deu, apesar de ter sido uma notinha de ridículos 22 segundos, com o devido cuidado para não mostrar as faixas e nem entrevistar ninguém que pudesse constranger o governador – veja a íntegra aqui).
No próximo domingo vamos observar o comportamento da polícia. Os “homens da lei” garantirão o direito de manifestação política previsto na Constituição ou reprimirão os participantes da Roda de Funk?
Com quem está a violência? (publicado em 14 de julho de 2009)
O que torna uma sociedade mais segura não é sua polícia, é a capacidade que a sociedade tem de garantir uma cultura de direitos
– Marcelo Freixo, deputado estadual (PSOL-RJ) e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj
Na sexta-feira, 10 de julho, um cabo do Bope foi assassinado por bandidos, na Tijuca. Devemos lamentar o ocorrido, sem dúvida. O policial estava cumprindo seu dever; ele tentou surpreender dois assaltantes que rendiam uma motorista, mas foi morto por um terceiro que estava fora de seu campo de visão.
Pra quem acha que todo bandido escolhe a “profissão” por livre e espontânea vontade, fica difícil, quase impossível, entender o que o Marcelo Freixo quis dizer. No caso do assalto acima citado, de imediato se poderia dizer que só a polícia poderia evitar o crime. No entanto, será que um cidadão se arriscaria caso pudesse sustentar sua família, com dignidade, uma vez empregado?
“Se a segurança depende da polícia é porque já tem equívocos anteriores”, continua Marcelo Freixo. Já está provado que a pobreza não gera violência. Desigualdade social gera violência. Ainda mais quando a mídia joga a favor desse apartheide. O fotojornalista italiano Oliviero Toscani dizia: “A publicidade gera delinquencia”. Claro, se você estimula e até fabrica desejos sobre um determinado objeto, e essa mensagem vai chegar a quem pode e a quem não pode ir até a loja comprar o produto. Queria o quê? Nem todo mundo tem vocação pra passar a vida no muro das lamentações.
Outra questão importante: nos dias seguintes ao assassinato do cabo do Bope, a polícia desencadeou uma onda de terror na cidade. Cerca de dez pessoas foram mortas, nem todas bandidas. No Morro dos Macacos, por exemplo. Uma fonte que lá esteve contou que foram cinco mortos e não três, como publicado pelas corporações de mídia. E desses cinco, dois não tinha nada a ver. Morreram porque são pobres. Será que vai haver perícia? Será que a mídia grande vai se indignar? Será que vai haver comoção nacional?
Não, nada disso. Em lugar de uma investigação séria e honesta, um julgamento sumário: a culpa é do funk. Toda a mídia corporativa associou a recente escalada da violência com a realização de bailes funk. Assim, diziam generalidades como “os policiais foram recebidos a tiros por traficantes que estavam em bailes funk”, uma repetição vulgar da versão policial. No Morro dos Macacos, minha fonte garante que isso é mentira, que era uma festa junina e não o temido baile.
E mesmo que a refrega tivesse ocorrido num baile funk, a culpa vai ser do gênero musical? O delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, analista crítico do atual modelo de segurança, brincou: “Se você pegar os registros de ocorrência nas proximidades do Maracanã em dia de jogo, vai ver que também aumenta. E aí, a solução é fechar o Maracanã?” Orlando, que é mestre em criminologia crítica, acrescenta que a proibição não é sobre qualquer funk, mas àquele localizado na favela porque este é “o local que precisa ser controlado”.
Ao fim e ao cabo, o que se percebe é uma inversão completa: a polícia, que deveria contribuir com a garantia dos direitos (inclusive a segurança pública), termina por provocar a violência. E as outras instituições da sociedade, públicas e privadas, em vez de buscarem a resolução do problema em sua raíz, clamam por mais violência. Sobretudo a mídia vampira.
PS: Leia aqui a reportagem “Funk Carioca – o batidão entre a repressão e a resistência“, publicada na edição de julho de 2009 da revista Caros Amigos.

8 comentários sobre “Apafunk confirma Roda no D. Marta”

  1. Obrigado por retratar a verdade.
    Mais uma vez o governo age sem consultar ninguém, impondo o que acha certo. E pior, tem quem aprove, tem quem se omiti (barões do funk), quem se acovarda e nada faz. Mas tem quem esteja interessado em lutar por que é nosso de direito. APAFUNK nasceu com esse propósito e hoje nos deparamos com diversos obstáculos. Mas o passo dado é sempre a frente.

  2. Morre um policial em “acidente de trabalho” e a policia vai à favela e mata 10, entre inocentes e “culpados” …
    É uma carnificina, com evidente criminalizaçao da pobreza e da cultura popular.
    Morrem pobres em geral, traficantes, policiais.
    Mas a “elite branca”, que nos impõe o vanpiresco sistema capitalista e se beneficia do caos total que este gera, dá altas gargalhadas dos finados … quantos mais, melhor!

  3. Salve grande Marcelo Freixo, só vc para está ao lado de quem mais precisa… Olha isso é uma realidade muito triste que vivendo. Policia preconceituosa, perseguidora e assassina. Morro no morro Santa Marta e conheço e vivo essa realidade de que vigiar os morros e favelas garantiu a tranqüilidade da cidade. Grande mentira… Gente nos morros sempre foi refém da elite maquiavélica e segregadora, aqui queremos é nossos direitos e não guerra. Queremos lazer, esporte, saúde, trabalho e não tiro e mortes… Não se justifica fazer justiça matando inocentes ou culpados… A vida tem que ser preservada. Hoje todos os pobres que estão nascendo já nascem em uma cituação de segregação, eles terá que lutar por sua vida infinitamente. Onde temos um governador que culpa as mães em ser fabrica de bandido, dai vc imagina o que seus seguranças (PM) irá me tratar quando mim aborda em alguns becos escuros do morro Santa marta!!! Finalizando a sociedade é hipócrita, culposa por não fazer nada pelas comunidades carente, mais saiba que não adianta plantar o mal pois nunca irá colher o bem…Paz Fiell. “Visão da favela Brasil.”

  4. Pingback: Com quem está a violência? « Revista Vírus Planetário

  5. Os cidadãos tem todo direito de realizar os bailes sem pedir autorização da PM. Contanto que dentro da lei. E a PM tem a obrigação de subir o morro, qualquer morro, em que traficantes agem livremente, antes, durante ou depois do baile funk. Principalmente para proteger a população local, que é oprimida e cerceada em seus direitos pelos traficantes.

  6. Caro Marcelo.
    Em primeiro lugar, quero dizer que estou feliz por poder novamente ler suas sérias e importantíssimas denúncias aqui no FM. Espero que esteja tudo bem com você e com sua família.
    Gostaria de comentar este texto fazendo uma pergunta a você: será que é possível aplacar o ódio aos pobres e a hipocrisia das oligarquias (pois até chamar essa gente de elite me incomoda) que comandam o país?
    O que eu acho, sinceramente, é que existe uma falta de entendimento, um problema cultural muito sério. Mas isso em relação às pessoas mais bem intencionadas. Eu acho que a sociedade não consegue ADMITIR o controle cerebral, o controle da mente por parte das corporações. E isso faz com que as pessoas lidem com a questão do crime, ou do mal, de uma forma meio “obscurantista”. Assim, fica impossível a conscientização e a mudança por parte da sociedade, que é o que resolve mesmo. Claro que a luta das pessoas já conscientes sempre é fundamental e ajuda muito, quanto a isso sou otimista, mas me incomoda o fato de não conseguirmos avançar muito em números, a ignorância é sempre majoritária. E aí, é a “ditadura da maioria”! Já tentei muito conscientizar as pessoas da influência nefasta das corporações, mas parece que existe realmente um controle muito forte do cérebro, é impressionante. Não é? O que você acha?
    Marcelo, não repare no meu desabafo, tá? Um abraço.

  7. ”E aproveitando a pesquisa recém-divulgada pelo IPEA, vale ressaltar que os mais pobres pagam mais impostos que os mais ricos (44,5% contra 23%, íntegra aqui). Ou seja, até por uma lógica mercantilista (que não é o caso) a polícia deveria ter mais atenção ao entrar numa favela.”
    nao acho que seja por isso que a policia tenha que entar com cuidado na favela.

  8. Oi Cibele, muito obrigado pelo comentário, pelo desabafo e por perguntar se está tudo bem. Graças a todos os que lutaram a saúde da minha família está melhor a cada dia. Com relação à doutrinação ideológica, concordo com você: ela é muito forte. Trata-se de um mecanismo de controle extremamente eficiente para o qual a direita despertou faz tempo. As forças populares é que ainda seguem atrasadas e precisam urgentemente acordar para a luta simbólica. Se não correm o risco de perder muito tempo pregando no deserto. Forte abraço!

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