
Ana Amelia Guimarães*
Nem o maior pedido de desculpas ou de perdão
Apaga a cicatriz no coração
Foram feitas sem que se esperasse
De surpresa e supetão
Rasgadas, sangradas, doídas
Vomitadas, marcadas
Fechadas à força do tempo
Porém registradas para sempre
Se cutucadas
Abrem-se novamente.
*meliaguima@gmail.com
Imagem: iStock / Digitismedius

Este poema desnuda, de um jeito que só os poetas sabem dizer, as dores da alma.
Só um poeta sabe falar com a voz da alma