CEBs realizam assembléia em Pesqueira, PE

Relatório da Assembleia Diocesana das CEBs – Pesqueira, 14/09/2019. Por Beth – Brejo da Madre de Deus.

Presentes cerca de 100 pessoas das comunidades de Pesqueira (10), Belo Jardim (15), Venturosa (1); Sertânia (20); Jataúba (40), Sanharó (3); Brejo da Madre de Deus (2). Dom Gabriel – Bispo de Floresta – responsável pelas CEBs. Alder Júlio – João Pessoa PB.

Mística e Acolhida com procissão da Bíblia para dentro do Auditório por Nadja.

Chamada das pessoas que participaram na última intereclesial das CEBs realizada entre 23 a 27 de Janeiro de 2018 em Londrina PR para fazer as preces da Assembleia.

Preces: ao Espírito Santo. Com símbolos – imagens (fotos), encerrando com a oração do Pai Nosso.

– Em defesa da natureza sendo que fazemos parte do meio ambiente, referente a conjuntura dos incêndios na Amazônia e no Pantanal além de outras partes do mundo – o aquecimento global;

– A resistência para preservar os direitos sociais – contra a exploração dos povos negras; pela união dos povos indígenas; – Pelas famílias para educação dos filhos;

Palestras / Reflexão

1º – Diácono Alder Júlio Calado.

As preces levam a gente a refletir sobre a realidade. A mãe terra está em dores, não dores do parto, mas das queimadas e sofrimento das plantas, os animais. A natureza achará solução, talvez com o fim dos seres humanos. A vida da gente está em risco. Estamos chamadas para o que o Espírito nos diz, as palavras e escritos do Papa Francisco, como a encíclica Louvada Seja (Laudato Si). Há uma crise sócio ambiental, não apenas ambiental ou social. Estão ligados. Estamos chamados a ser luz, neste tempo de desafio, que é pior do que na Ditadura Militar. Houve mais resistência durante a Ditadura, do que agora. Tem resistência agora no Brasil e no mundo, mas menor do que durante a Ditadura Militar. Qual é a causa desta crise? Em nossa missão como cristões do Reino de Deus, precisamos desenvolver a nossa missão nos movimentos sociais / populares, que eram mais fortes nos anos 60 até 90. Precisamos retomar as lutas contra o desmonte, o retrocesso das reformas trabalhistas e previdenciárias.  Não precisamos reinventar a roda, mas lembrar as metodologias / ações que já deram certo. Como reagir?

Reunir e alimentar a fé das pequenas comunidades, os conselhos populares, os círculos culturais, bíblicos; tecido social – reforçar a sociedade civil, criar laços contra violência contra as mulheres, quilombolas, povos indígenas. Tem uma força das minorias abrahámicas.

Modo de se organizar os movimentos sociais da cidade e do campo – eram fortes. Houve Avanços no campo da Reforma Agrária, antes dos governos petistas, do que – acreditou apenas nas vitórias politica partidárias. Engano grave: não era suficiente. Os sucessos não vêm de cima para baixo mas de baixo para cima. Houve 13.000 militantes que se recuaram quando houve vitórias política partidárias.   Pecado grave é acreditar que os sucessos viriam de cima para baixo. Conferência Puebla 1979 N. 31 a 39 – identificou os rostos dos povos – indígenas, negra, quilombolas, camponesas, etc.

Hoje existem novas lutas como o Grito da Terra (ambiental) – precisamos mudanças no comportamento cotidiano – no dia a dia. Da comunidade LGBT.

2º – Diácono Geovane (Sertânia) – 30 % p/ paróquia; 70 % caixa comum (dízimo), registrada em Livro Caixa para pagamento de despesas comunitárias, como deslocamento (R$ 600). 26 comunidades ou R$ 24 / comunidade. Convidou outras comunidades fazer isso também.

3º Diácono Moura (Pesqueira). Realidade do êxodo rural (migração para as cidades) devido a falta de renda gerada no meio rural. A necessidade de cuidar do meio ambiente, antes praticavam as coivaras (não degradavam tanto como as queimadas de agora. Era de Jataúba. Notou que não tem mais minhocas (gogó) que dá vida ao solo.

4º Dom Gabriel (Bispo de Floresta). Momento de Reflexão. Clima de medo, de incapacidade, que não tem nada a fazer, de enfrentar os desafios. Parece que estamos sem esperança. Devemos retomar a esperança, a força que Deus colocou em cada um de nós. Deus é um Deus da Vida, tenta salvar as vidas. Como Deus age no mundo? Ele age por meio de nós, cumprir a nossa missão de cuidar da Criação, que fomos criadas como imagem de Deus. Estamos livres para escolher como vamos agir, na história da humanidade, de criar um mundo de fraternidade, de justiça, de amor, ou seja, a salvação de Deus. Lema da Intereclesial das CEBs em Porto Velho – Rondônia 2010. Certeza: gente pequena, fazenda coisas pequenas, conseguem coisas extraordinárias. Devemos ser protagonistas no mundo, a favor da vida, em todas as suas formas; instrumento de paz, de recriar a vida de hoje. Não devemos ter medo das dificuldades – ter coragem. Deus está com a gente todos os dias até o fim do mundo. Vocação e Responsabilidade.

O Documento do Puebla. Os Bispos da América Latina realizaram cinco Conferências: 1ª Rio de Janeiro – Brasil; 2ª Medellín – Colômbia 1968; 3ª Puebla – México 1979; 4ª Santo Domingos – República Dominicana; 5ª Aparecida SP – Brasil; a Igreja produziu Documentos com as resoluções de cada Conferência. Evangelização no presente e no futuro; evangelizar a América Latina – naquela época havia ditadura na América Latina, sem respeito aos direitos humanos. A Igreja foi calado pelo governo, igual como o governo atual está com medo do Sínodo que será realizada na Amazônia.  A solução foi criar as comunidades eclesiais de base, a palavra de Deus seria a luz do nosso caminho, em busca do Reino do Deus (viver no amor), agora, pelos discípulos de Jesus, que somos nós.  O mundo prega o contrário, o consumismo – comprar coisas novas, para ter maior PIB e lucro que fica com os capitalistas.

Metodologia: Ver – Julgar – Agir.

Ver a realidade (pobreza, injustiça, etc.)  Julgar a realidade a luz do Evangelho. O Filho Pródigo. O pai devolve a dignidade do filho pródigo. Promoção humana; libertação do pecado e de tudo que fere a dignidade da pessoa humana, pessoal e social. Fez uma opção preferência pelos pobres, sendo que Jesus viveu como pobre. Evangelizar para criar o Povo de Deus (Igreja).  Agir para que todos tenham Vida Digna.

 Trabalho em Grupos: Dividir em 6 grupos para estudar partes do Documento de Puebla, organizado por Frei Betto para ler os textos, responder às perguntas e apresentar na parte da Tarde em plenária.

Convite: o escritor Frei Betto fará uma palestra no dia 06/12 no Santuário das Comunidades, uma 6ª feira entre 9,30 horas até 16,30 horas, falando de um livro escrito por ele há dois anos “Um Deus muito humano.”

Apresentação de um coral de crianças da comunidade de Serra dos Ventos – Belo Jardim, organizado pelos Professores Raimundo e Margarida.

Resposta das perguntas dos grupos

Grupo 1 – Mensagem aos Povos da América Latina

Pergunta 1 – Cada um diga qual a parte de que mais gostou.

Resposta 1 – Respeito a diversidade de cultura. Recursos naturais; assim, fica claro que a causa dos oprimidos é a causa de Jesus.

Pergunta 2 – Conhecemos alguém que não tem fé cristã? O que diz esta pessoa de nossa vida cristã? Em que pontos ela tem razão?

Resposta 2 – Sim, conhecemos. Na maioria das vezes cobram de nós, mas ação e tendo em visita que falamos do evangelho, mas fazemos pouco. Demos razão quando nos cobram a vivência.

Pergunta 3 – Por que “aumenta sempre mais a distância entre os muitos que tem pouco e os poucos que tem muito? Resposta 3 – Faltam união entre os povos, confiança entre as pessoas e há uma construção de barreiras que separa os que ditem as riquezas, da classe minoritária.

Pergunta 4 – Qual é o sentido de Deus em nossa cabeça?

Resposta 4 – Deus é amor, atitude, caridade.

Pergunta 5 – Por que a nossa causa é a mesma causa de Jesus?

Resposta 5 – A luta pela vida em todas as formas.

Pergunta 6 – Há lugar para os ricos na Igreja? Em que condições?

Resposta 6 – Sim, em condições de igualdade.

Pergunta 7 – Achamos que o Brasil é um país submisso, dependente e satélite de outros? Por que?

Resposta 7 – Não, porque lutamos.

 Grupo 2 – O Povo de Deus – Fé e Política

Pergunta 1 – Como estamos ensaiando o Reino de Deus?

Resposta 1 – A comunidade de Nossa Senhora da Saúde – Belo Jardim, retomando a luta através dos círculos bíblicos; participando de associações; sendo cristãos ausentes das lutas sociais.

Pergunta 2 – Nossa comunidade é: uma parte da Igreja? Uma Igreja de 2ª categoria?

Resposta 2 – A Igreja como outras comunidades; falta de apoio de alguns padres / ausência das lutas sociais.

Pergunta 3 – Qual é o verdadeiro templo de Deus?

Resposta 3 – Somo a Igreja Povo.

Pergunta 4 – O risco é parte da missão da Igreja? O medo é um dom do Espírito Santo?

Resposta 4 – Sim, o Espírito Santo encoraja a gente para lutar.

Pergunta 5 – Temos nos esforçados para ser exemplo de que?

Resposta 5 – Ser cristão é ser bom cidadão, missionário, evangelizador, participar das lutas sociais (associações, sindicatos e outros grupos).

 Grupo 3 – O que é evangelizar?

Pergunta 1 – quem deve evangelizar?

Resposta 1 – somos todos nós que somos batizados

Pergunta 2 – O que significa salvação?

Resposta 2 – libertação dos nossos pecados; ajudar o próximo e seguir os mandamentos de Deus

Pergunta 3 – Como estamos evangelizando aqui?

Resposta 3 – Sendo testemunhar dando a palavra de Deus aos irmãos.

Pergunta 4 – Quais os mais necessitados de evangelização?

Resposta 4 – As pessoas excluídas, marginalizadas, enfermos e dependentes químicos.

Pergunta 5 – Sendo Puebla, quais os traços do retrato do verdadeiro evangelizador?

Resposta 5 – a presença ativa de todos na vida da comunidade, levando a palavra de Deus a todos.

 Grupo 4 – Igreja Missionária a Serviço da Evangelização na América Latina – Opção preferencial pelos pobres.

Deus não quer a pobreza; ela é a fruta da ganância humana.  É preciso destruir os instrumentos que geram desigualdades e pobreza. Não devemos ser hipócritas, mas assumir definitivamente a construção do Reino de Deus.  Precisamos ajudar o Povo de Deus a tomar conhecimento dos males que lhes afetam. A Igreja como mãe, convoca a todos para juntos e na ação, assumir a defesa dos preteridos de Deus.

 Grupo 5 – As Comunidades Eclesiais de Base CEBs

Pergunta 1 – Nossas comunidades de base estão ajudando a renovar a nossa Igreja? Em que sentido?

Resposta 1 – Sim, se unindo no mesmo objetivo comum que é cumprir a missão a nós confiada unindo as forças e nos concordar o serviço onde o próprio Cristo nos enviar.

Pergunta 2 – Nosso clero é fechado aos leigos? Por que?

Resposta 2 – Depende de cada clero, porque depende de formação de cada um.

Pergunta 3 – Temos procurado formar outras comunidades de base? Como?

Resposta 3 – Sim, levando conhecimento a novas localidades.

Pergunta 4 – Como era a sua vida antes de pertencer à comunidade?

Resposta 4 – Uma vida fechada, isolada, sem conhecimento.

Pergunta 5 – Como é a sua vida depois que passou a pertencer à comunidade?

Resposta 5 – Uma vida de discernimento e sabedoria, coisas do alto, vivendo nossa realidade a partir do próximo.

Pergunta 6 – A gente também foi curado da cegueira? Explique.

Resposta 6 – Estamos em processo contínua de cura e de conviver, e de nossa caminhada de conversão com os irmãos menos favorecidos.

Grupo 6 – Evangelização e religiosidade popular

Pergunta 1 – Quais são as estruturas de pecado aqui na região em que moramos? Como modificar essas estruturas?

Resposta 1 – omissão, pregar a justiça e fazer o contrário, dar mais importância ou valor a imagens (santos e santas) e símbolos do que mesmo aos direitos das pessoas.

Pergunta 2 – Quais os espaços de fraternidade que estamos criando?

Resposta 2 – participação nas associações, nas cooperativas, conselhos, movimentos populares, visando fortalecer a sociedade civil.

Pergunta 3 – Da nossa prática religiosa aqui, quais são os aspectos mais positivos?

Resposta 3 – Pontos positivos da religiosidade popular: a união em busca de um bem comum, o amor ao próximo, a vivência pacífica da fé, a união das famílias na vivência comunitária, através da partilha solidária de conhecimentos e alimentos e trabalhos.

Pergunta 4 – Faça uma descrição de como você vê a fé de nossa comunidade. Qual é o retrato dessa fé?

Pergunta 5 – Aqui entre nós, existem superstição, magia, fatalismo, idolatria do poder, fetichismo ou ritualismo? Como? Por que? Pergunta 6 – Quem de nós já mudou da zona rural para a cidade? Que mudanças sentiu na sua fé e na sua visão das coisas? Pergunta 7 – Como estamos regando a planta de nossa fé?

Pergunta 8 – Quais os sinais de liberação contidos na nossa prática religiosa?

Conclusão: Alimentar a nossa fé no cultivo diário da sagrada escritura especialmente através da leitura orante.

Ser vigilante e orante em relação a ação que praticamos sendo coerente com o evangelho.

Intervalo do Almoço

Reflexão por Dom Gabriel para complementar os grupos de trabalho. Comparação entre os tempos de Puebla dos anos 70 e agora. Os bispos da América Latina tiveram a coragem de refletir / avaliar o papel da Igreja no mundo da América Latina: fazer uma Evangelização Libertadora = conversão pessoal e social = transformação da social, contra as estruturas injustas – não são vontades de Deus. Nos últimos anos parece que a Igreja (nós) perdeu a coragem de fazer uma avaliação / revisão de vida, do seu papel no mundo. Acrescentar a conversão ambiental.

 Grupo 1 – Duas pistas / ações de Evangelização são necessárias: Comunhão e Participação.

Comunhão dentro da Igreja / partilha – unido na mesma caminhada, solidariedade com o outro; estrutura não hierárquica; co- responsabilidade do clero e dos leigos;

Participação na Igreja e na sociedade (democracia) – redistribuição das responsabilidades com os pobres e jovens.

Complementação dos Grupos:

 Grupo 2 – A Igreja (Povo de Deus) é uma semente (ou instrumento) do Reino de Deus (justiça e amor). O Reino de Deus é maior do que a Igreja. A Igreja deveria anunciar e ajudar fazer florir o Reino de Deus. A Igreja deveria estar no mundo, não fugir do mundo, como Jesus estava no mundo.  Parábola: fermento no pão não fora do pão como a Igreja no mundo, não fora do mundo. Ressurreição de Jesus: devemos dar perdão dos pecados para todos. Antes do Concílio Vaticano II, dizia que a Igreja era dividida entre clero e leigos. Pós Vaticano: a Igreja é composta por batizados, ordenados e não ordenados, para servir. Carta de São Paulo aos Efésios, os serviços diferentes; comunhão de corresponsabilidade. Os serviços diferentes se complementam. O padre não precisa fazer tudo, priorizar o trabalho pastoral, não administrativo que é papel dos leigos.

 Grupo 3 – O que é evangelização libertadora? Não é apenas dizer palavras, ler trechos da Bíblia; é testemunhar pela nossa vida – pelas ações das pessoas. Exemplo de São Francisco de Assis que falou: ide evangelizar (através de ações libertadora / testemunhar); se precisar, usar também palavras.

 Grupo 4 – Opção preferencial pelos pobres, não apenas pelas CEBs mas pela Igreja inteira. Encíclica do Papa João Paulo II.  Como Jesus agiu naquela época? É descrito nos Evangelhos, como ele foi ao encontro dos pobres. Como Jesus agiria agora? Filipenses 2 – a humildade de Jesus, se identificou como os mais pobres, ficou em último lugar.

O povo diz: Quem pode entrar na igreja: um bêbado? Não; um rico? Sim; acumular riqueza é ok, acumular álcool não é! Contradição. Exemplo de Jesus – não podemos desprezar os pobres.

No ano de 2003 Dom Gabriel serviu no interior de Maranhão, a proporção da população vivendo em situação pobreza absoluta era 83 % da população; 2013 – a situação mudou, melhorando muito. Em 2019: o Brasil está voltando para o Mapa da Fome.

 Grupo 5 – As CEBs. As CEBs estão mudando o jeito de ser Igreja? Fé e Vida devem estar ligadas.

 Comunidades: A prioridade hoje parece o individualismo está por cima da vida em comunidade. Pai Nosso, não meu Pai. Na parábola do Filho Pródigo, faltou o arrependimento do filho mais velho. A importância do encontro dos irmãos (vida em comunidade) em vez da celebração religioso na televisão.

Eclesiais: o centro é Jesus Cristo, a leitura da palavra de Deus, a prática dos círculos bíblicos.

Base: temos que voltar para as bases, os pobres, excluídos marginalizados – jovens, dependentes químicos, idosos; em função do / em serviço do Reino de Deus. Cântico: Eu Acredito que o mundo será melhor, quando o menor que padece acreditar no menor.            

Grupo 6 – Evangelização e religiosidade popular. Falta a evangelização – o povo prioriza apenas o batismo e as festas – novenas, procissões, etc., não a catequese / educação / formação religiosa, a partir do Evangelho.

O Documento de Pueblo inicia com um pedido de perdão – pela falta da dignidade humana; a contradição entre o que pregamos e as ações: a falta de amadurecimento da fé, respeito à dignidade humana.

Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho Jesus – João 3:16;

Devemos amar as pessoas e usar as coisas; em vez disso: Usamos as pessoas e amamos as coisas.

Leitura do evangelho do domingo, dia 15/09: O Filho Pródigo. Que Igreja queremos ser? Fechada / Julgadora ou acolhedora? Fé de amor de Deus, não uma fé de medo (de ser enviado p/ inferno).

Oração do Pai Nosso. Encerramento:

 

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