Campanha Não Homofobia abre Parada de SP

Grupo Arco-Íris (RJ) e APOGLBT (SP) se unem em torno da mesma causa: criminalizar a homofobia através da aprovação do PLC 122/06.

Com uma nova identidade visual, criada especialmente para a 13ª Parada do Orgulho LGBT de SP, a Campanha Não Homofobia foi difundida na maioria dos eventos da programação LGBT da cidade. O trio da campanha abriu e fechou a maior manifestação LGBT do planeta, que contou com a participação de 3,5 milhões de pessoas, denunciando a negligência e discriminação por parte dos parlamentares fundamentalistas religiosos que teimam em resistir e impedir a aprovação do PLC 122/06, que criminalizará a homofobia no Brasil. A parceria entre as duas ONGs mostrou a união das duas cidades em prol da promoção dos direitos humanos de LGBTs.

O site www.naohomofobia.com.br foi amplamente divulgado na maioria dos eventos da Parada de SP, começando pela Feira Cultural LGBT (11/6), onde foram montadas duas tendas cedidas pela Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT) de SP e pela Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS) Estadual. Além de os estandes conterem computadores para que o público do evento pudesse assinar o abaixo-assinado on-line, voluntários do Grupo Arco-Íris faziam corpo-a-corpo distribuindo panfletos, adesivos e explicando as formas de adesão à campanha.

“Na História do Brasil, nenhum movimento social conseguiu agregar tantas pessoas dentro de um espaço público reivindicando por direitos. Nem mesmo o movimento de redemocratização do país, através do Diretas Já. É momento de nossa comunidade perceber que é preciso transformar nossa postura irreverente e lúdica em potência para mudar esta realidade de desrespeito e discriminação contra os LGBT. Por isso, peço uma grande vaia para aqueles parlamentares que se utilizam do púlpito do Congresso Nacional para destilar seus discursos homofóbicos e contrários aos direitos humanos”, vociferava o coordenador geral da Campanha Não Homofobia, Cláudio Nascimento.

Nos dias anteriores à Parada, o trabalho de divulgação era desenvolvido de forma permanente e estratégica. Os voluntários propagaram a campanha nas portas de boates e lugares de freqüência LGBT (Rua Vieira de Carvalho). Além disso, a equipe da Campanha Não Homofobia também esteve presente na Caminhada das Lésbicas e no Gay Day (Play Center).

“Todos que querem um país mais democrático sem cidadãos de segunda classe têm que se unir em torno dessa campanha e mostrar o tamanho do Brasil que quer o fim da homofobia e o começo de uma nova mentalidade com direitos iguais para todos. O trio da Campanha Não Homofobia contribui para o significado político da Parada mostrando que estamos lá para celebrar o que somos e amamos, mas também para exigir os direitos que nos são negados”, afirma o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos (Xande) – parabenizado por Cláudio Nascimento por ser o 1º homem trans presidente de uma Parada do Orgulho LGBT, que é a maior do mundo.

Para além da coleta de 2.500 assinaturas durante toda a programação da Parada de SP, a presença da Campanha Não Homofobia na terra da garoa gerou grande visibilidade para esta iniciativa de mobilização social. Foram distribuídos 30 mil folhetos explicativos e 20 mil adesivos (“praguinhas”). O trio elétrico da Campanha, teve como madrinha em SP a drag queen Renata Perón e, como princesa, a drag Dindry Buck, e contou com a animação do DJ Sandrin Pelagio, do Rio de Janeiro. A ação foi co-realizada pela APOGLBT e teve apoio das Coordenações de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS) Estadual e Municipal; além dos portais Disponível.com e A Capa.

2 comentários sobre “Campanha Não Homofobia abre Parada de SP”

  1. O que faço para passar minha história, referente a discriminação que sofri pelo exercito brasileiro, não quero com isto aparecer e sim divulgar o artigo que o exército brasileiro tem em sua Lei do regulamentyo do serviço militar (LRSM) – Hoje, com 45 anos, sou assistente social e meu processo já está em Brasília/DF…na mesa do ministro Mauro Campbell. Saí na G magazine em dezembro de 2005, BUBA, ex big brother( falecido) na capa e o nome da matéria é PRECONCEITO CAMUFLADO, pag. 51. Resumindo: Fui discriminado em 1981 e fiquei sabendo disto somente em 2004, 23 anos depois, conforme consta em minha carteira de isenção, de cor AZUL, diferenciada das demais ue são verdes.
    Artigo que fui enquadrado por ser homosssexual, dito para o médico da junta militar de Itajaí – SC
    Artigo 165 , parágrafo 3º – 2. Lei do regulamento do serviço militar
    Quer dizer: INCAPACIDADE MORAL PERANTA A NAÇÃO BRASIELEIRA EM TEMPOS DE PAZ.
    Será que, nós homossexuais, somos todos incapazes?
    At,
    Altamiro da Luz Andrade Neto – Miro Luz.
    Com meu nome completo no google já se encontra uma entrevista que dei online para um site.

  2. http://lh3.ggpht.com/_QqvOgdG7Jn0/TAe4G4AgZLI/AAAAAAAAACA/rzBggcSea64/s400/C%C3%B3pia%20de%20pe%C3%A7a%20de%20teatro.%2001.jpg

    UM DIA VOCÊ VAI ENTENDER!!

    Espetaculo Teatral.

    A peça mostra a descoberta da homossexualidade num conflito interior que

    muitas vezes causado por uma sociedade preconceituosa que destrói aquilo

    que temos de mais importante que é o amor, pois o amor não acontece entre

    os sexos e sim entre as pessoas.

    Estamos em Cartaz de 12/06 a 10/07 as 17 hs (Aos sabados)

    TEATRO BRIGADEIRO

    AV: Brigadeiro Luiz Antonio 884.

    TE ESPERO LA ! bjs RENATA PERON.
    renataperon2.blogspot.com/

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