Brasil e Centro de Excelência contra a Fome apoiam plano piloto de alimentação escolar no Benim

Programa pioneiro vinculará a agricultura familiar a 50 escolas no país. Evento realizado em Cotonou, Benim, serviu para incentivar intercâmbio Sul-Sul e validar política nacional de alimentação escolar contou com participantes do Brasil e da ONU.

Mais de 200 pessoas se reuniram em Cotonou, Benim, para o Segundo Fórum Nacional sobre Alimentação Escolar, de 16 a 18 de novembro. Os participantes validaram um plano de ação para a Política Nacional de Alimentação Escolar do Benim, que foi adotada em 2014 e se baseia num modelo multissetorial de alimentação escolar que integra educação, saúde, nutrição, agricultura, higiene e saneamento.

O Fórum foi organizado pelo Ministério da Educação Infantil e Primária do Benim, com apoio do escritório de país o Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Centro de Excelência contra a Fome e do governo do Brasil. Ao final do evento, o governo do Benim anunciou a criação de um programa piloto de alimentação escolar vinculada à agricultura local em 50 escolas do país. O piloto vai receber apoio do escritório de país do PMA e assistência técnica do Centro de Excelência.

Um dos objetivos do Fórum foi promover a troca de experiências entre nações do sul sobre alimentação escolar. O evento contou com a participação de representantes do Brasil, Burundi, Côte d’Ivoire, Níger, Senegal e Togo. Eles discutiram desafios comuns, como o marco legal dos programas de alimentação escolar, a necessidade de uma abordagem multissetorial, o financiamento governamental e privado da alimentação escolar e a participação comunitária.

O primeiro ministro do Benim, Lionel Zinsou, destacou em seu discurso a importância de aprender com as experiências de outros países na gestão de programas de alimentação escolar e afirmou que a alimentação escolar é um mecanismo de proteção social.

A ministra de Educação Infantil e Primária do Benim, Eléonore Ladekan, abriu o Fórum afirmando que era um momento decisivo para a implementação da Política Nacional de Alimentação Escolar. Ela também disse que a alimentação escolar vinculada à agricultura local é crucial para o desenvolvimento sustentável.

O diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, estava em Cotonou para o Fórum. “Precisamos entender que não podemos criar um programa nacional e sustentável de alimentação escolar de um dia para o outro; é um processo que pode levar um, dois anos, mas o mais importante é o compromisso político, e isso nós vimos aqui no Benim”, ele disse.

“Eu gostaria de lembrar que a alimentação escolar gera uma ampla gama de benefícios e oportunidades para educação, nutrição e geração de renda para agricultores locais. De acordo com estimativas do PMA, cada dólar investido por governos e doadores em alimentação escolar gera um retorno de três dólares”, afirmou o diretor do escritório de país do PMA, Housainou Taal.

Além da criação de um projeto piloto de alimentação escolar, o Fórum terminou com cinco recomendações para a implementação da Política Nacional de Alimentação Escolar do Benim: a criação de uma agência autônoma para gerir a alimentação escolar, o envolvimento do governo, das comunidades e do setor privado no financiamento do programa, a adoção de hortas escolares, a promoção de sinergia entre os diferentes setores e atores envolvidos, e a importância de vincular a alimentação escolar à agricultura local.

Fonte: Nações Unidas – Brasil
http://nacoesunidas.org/brasil-e-centro-de-excelencia-contra-a-fome-apoiam-plano-piloto-de-alimentacao-escolar-no-benim/

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