Bachelet defende investimento em direitos humanos no combate à pandemia

Para a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, a pandemia da COVID-19 deixou clara a importância dos direitos humanos: “Trata-se de um investimento e não de um custo. Trata-se da proteção de todos nós e da resiliência das nossas sociedades”.

A afirmação foi feita na abertura do evento Seminários Avançados em Saúde Global e Diplomacia da Saúde, organizado virtualmente pela Fiocruz nesta quinta-feira (15).

A dirigente, que também é médica de formação, falou sobre a agenda de direitos humanos da ONU durante a crise da COVID-19, tendo destacado que a pandemia abalou o mundo inteiro mas atingiu a América Latina e o Caribe com especial força. Apresentando dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Bachelet lembrou que a pobreza e a extrema pobreza aumentaram na região, assim como o número de desempregados, que chegou a 44 milhões.

“Cerca de 3 milhões de estudantes estão em risco de não regressarem à educação após a crise. A COVID expôs uma verdadeira pandemia de desigualdade”, afirmou a alta comissária sobre os efeitos na região. Ela lembrou que seu escritório tem emitido diretrizes sobre os diferentes aspectos da pandemia e o impacto nos grupos e minorias vulneráveis, reforçando que os direitos humanos devem estar no centro de todos os esforços de resposta e recuperação.

“Não se pode escolher entre a saúde e a economia. Não pode haver uma recuperação econômica sustentada sem o controle da pandemia”, afirmou. Michelle Bachelet mencionou ainda a declaração emitida na semana passada pelo Sistema das Nações Unidas no Brasil sobre a “necessidade de adoção de medidas preventivas para reduzir a curva de transmissão do coronavírus e para garantir o direito humano à saúde.”

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, também participou da abertura do Seminário.

Clique aqui para ler a íntegra do discurso de Michelle Bachelet na Fiocruz.

Fonte: Nações Unidas – Brasil

(15-04-2021)

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