Não acredito que a queda na popularidade da presidenta divulgada pela Folha de 02/06/13, tenha sido por causa da inflação. Aliás, pesquisas reservadas já apontam superação. Creio muito mais na perda de apoio de setores organizados, sindicatos e movimentos sociais que estão questionando, e vão questionar muito mais, à medida que a presidente Dilma leve avante seus planos contraditórios, como privatização e favorecimentos ao capital, em detrimento dos interesses dos trabalhadores e aos movimentos sociais. Estamos falando de setores que não só votaram como também fizeram a campanha de Dilma…
Emanuel Cancella (*)
O derramamento de óleo no Golfo do México criou um pânico global. É verdade que a indústria do petróleo é predatória, agride o meio ambiente e acarreta doenças aos trabalhadores, porém infelizmente ainda será a principal fonte energética nos próximos 50 anos. Uma das grandes preocupações dos movimentos sociais refere-se à necessidade de investimentos em fontes de energia alternativas, para reduzir a dependência do petróleo, mas essa proposta só poderá se concretizar se essa riqueza estiver sob controle do estado brasileiro.
Os partidos políticos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a mídia precisam se manifestar e se posicionar para garantir que a riqueza obtida com a exploração do petróleo na camada do pré-sal fique, de fato, no Brasil…

