Baile de Carnaval

Neste carnaval, despirei a fantasia da vaidade e entrarei no corso dos que buscam os bailes do espírito. Desfilarei na Via Láctea cavalgando um asteroide e aplaudirei o rodopio de Gaia, a porta-bandeira, sob os olhos dourados do mestre-sala, o Sol. Espalharei pelo teto do céu confetes de estrelas, enquanto os cometas estenderão serpentinas brilhantes.

Imperialismo: o incômodo do conceito e a aceitação do real que expressa

O mundo e a história, em constante mudança, desafiam nossa compreensão. A única maneira de enfrentar esse dilema é a precisa análise que se debruça sobre as determinações, nos permitindo ir da aparência caótica do todo até as relações e determinações complexas. Quando o conhecimento não tende à totalidade ele pode se enganar com um ou outro aspecto que se mostra mais evidente.

“Tempos Modernos” faz 90 anos e Chaplin segue denunciando o capitalismo

Em fevereiro de 1936, quando Tempos Modernos estreou nos cinemas, o mundo tentava respirar depois da Grande Depressão. Noventa anos depois, as máquinas continuam ligadas — talvez mais silenciosas, talvez mais digitais, mas não menos vorazes. Chaplin sabia: o ritmo imposto ao corpo humano pelo lucro não envelhece, apenas muda de forma. A linha de montagem que engole Carlitos ainda corre diante de nós, agora em telas de celular, trabalho por aplicativos, metas e algoritmos.

Desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula tem ‘Bozo preso’ e Temer ‘roubando’ faixa de Dilma

A trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o tema do enredo que marcou a estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, neste domingo (15). A escola levou para a Marquês de Sapucaí uma narrativa biográfica e política do ex-sindicalista de Garanhuns (PE), eleito três vezes para presidir o país pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Seis figuras que marcaram a história do Carnaval

Muito antes de se consolidar como espetáculo das avenidas, o Carnaval brasileiro foi construído nos quintais, terreiros e ruas dos territórios negros. De origem europeia, a festa ganhou no Brasil novos sentidos, ritmos e formas de expressão, tornando-se uma das maiores manifestações culturais do mundo. De Tia Ciata a Neguinho da Beija Flor, personalidades históricas deixaram um legado que atravessa gerações e permanece vivo na cultura popular brasileira.

Pás e Vassourinhas explicam como frevo nasceu do suor dos trabalhadores

A história de dois dos clubes carnavalescos mais antigos do Brasil, o Clube das Pás e o Vassourinhas, ajudam a entender como o ritmo que é a marca registrada do carnaval pernambucano foi criado por trabalhadores negros de bairros da periferia do Recife. Criadas no final do século XIX como associações que representavam categorias profissionais, as duas agremiações seguem varrendo o tempo como guardiãs da cultura popular.