Atuais regras sobre ocupação do solo precisam ser revistas, diz professora da USP

Do IGD News

A arquiteta Regina Meyer, professorar da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), defende a revisão das atuais regras sobre ocupação do solo e definição de áreas de risco, de acordo com notícia publicada pelo site do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a arquiteta, conceitos de declividade para definição de áreas de risco, por exemplo, talvez tenham de ser atualizados para compensar o aumento no volume de chuvas causado pelo aquecimento global em determinadas áreas. Regina criticou ainda a postura do poder público, que muitas vezes opta por legalizar as ocupações irregulares ao invés de remover as famílias. Para ela, essa atitude não muda o fato de um lugar ser impróprio para morar, já que o risco não deixa de existir.

No caso da tragédia em Ilha Grande, no Rio de Janeiro, foi um cenário inusitado já que as construções, explica a reportagem, eram regulares e não estavam em áreas consideradas como de risco. Não estavam em áreas de declive e o morro acima das casas tinha a mata preservada. Ao contrário do que acontece em áreas de favela, por exemplo, onde as construções são feitas na própria encosta.

Para os geólogos, o problema em Ilha Grande pode estar na camada de solo naquela região – muito fina e sobre uma base de pedra. Quando a terra encharcou, por causa da chuva forte, as raízes não suportaram. Na avaliação de Regina, será preciso fazer uma análise de risco em toda a ilha para saber se há outras áreas como esta, que, em última instância precisarão ser desocupadas.

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