Atestado de Trouxa

Protesto contra aumento dos impostos em frente ao Congresso
Circula na imprensa, os números da dívida que um dos diretores da Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo), aquela dos patinhos de borracha, tem com a união. O valor de 6,9 bilhões ultrapassa as dívidas de Bahia, Pernambuco e mais 16 estados brasileiros.
Lá atrás, no auge do movimento pró impeachment, muitos jornalistas da mídia alternativa, já alertavam sobre as reais intenções da organização. Eram eles que não queriam pagar o pato e precisavam do povo, inconsciente e abobalhado, nas ruas. Como de praxe, partidos de direita, abarrotados de empresários que fazem da política a sustentação de seus negócios, endossavam os movimentos.
Os supostos movimentos apartidários, financiados pelos mesmos partidos de direita, davam um mentiroso caráter popular a organização, mais uma vez, utilizando-se do desconhecimento do povo.
As ações de má fé não param por ai. Até a votação na Câmara pela continuação do processo de impeachment, foram realizadas incessantes pesquisas de opinião, a fim de explicitar o sentimento de insatisfação da população com o governo Dilma. Assim que o governo interino assumiu, as pesquisas também deixaram de acontecer de forma sistêmica.
Agora, com a proximidade do ato final pelo impeachment, novas pesquisas ressurgem. No último sábado, a pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgado pela Folha, os entrevistados foram encurralados a optar por uma das duas alternativas sugeridas: a permanência de Temer ou a volta de Dilma. Além do afunilamento de opções, a Folha divulgou em 3% o número percentual de brasileiros que gostariam que novas eleições ocorressem e 4% os que não queriam nem Dilma e nem Temer. Uma jogada enganosa já que as duas opções não estavam incluídas no questionário.
A pesquisa também apontou que 50% dos entrevistados eram favoráveis a continuidade de Temer. Números contraditórios com os de pesquisas anteriores, onde haviam outras alternativas para resposta.
A última pesquisa foi explorada, instantaneamente, pelos grandes meios. Tudo afinado com a proximidade das manifestações pró impeachment, que serão realizados no dia 31 de julho e objetivam avalizar o último ato pela queda de Dilma.
Diferentemente de 64, quando se precisou de muitos anos para que comprovassem toda trama, o golpe atual vem sendo desmascarado rapidamente, dia após dia. A internet vem ajudando a desmistificar a perversão em torno do impeachmet, que impulsionou, até então, o povo a atirar contra o próprio pé.
Resta saber se continuaremos a aceitar o atestado de trouxas.
Foto(*): agenciabrasil.com.br

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