Um recurso contra a extradição de Julian Assange foi rejeitado hoje (2) por um tribunal superior no Reino Unido.
Assange comenta no vídeo abaixo a rejeição de seu recurso contra um pedido de extradição para a Suécia, onde ele enfrenta alegações de estupro – uma tentativa de intimidação pelo compartilhamento de informações sigilosas de diversos governos e empresas, fruto de seu trabalho e do trabalho de centenas de outros colaboradores no Wikileaks.
Na Suécia, Assange sequer foi acusado. Ele seria interrogado por alegações de “crime sexual”, após denúncias de duas mulheres que, depois, se confirmaram confusas e contraditórias, em meio ao contexto político de denúncias graves de violações de direitos humanos por governos, incluindo assassinatos bárbaros no Iraque e no Afeganistão. O Wikileaks ajudou também a desmascarar instituições financeiras que vendiam títulos podres para clientes desinformados após valorizá-los no mercado de ações, entre outras ações financeiras fraudulentas.
À época, diversos intelectuais e personalidades demonstram seu apoio ao jornalista australiano, incluindo o professor do MIT Noam Chomsky, o documentarista Michael Moore e o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão de hoje significa que o fundador do WikiLeaks poderia ser transferido para a Suécia até o final deste mês. Ele permanece em liberdade sob fiança enquanto aguarda uma decisão sobre um novo apelo à Suprema Corte. Assange divulgou a decisão da Corte no site sobre o caso, em www.swedenversusassange.com
