
De Paty Guimarães*
No silêncio dourado da praça,
ecoavam passos de saudade.
As luzes, em reverência,
beijavam o mármore frio.
Então, do céu — um suspiro:
asas cortaram a noite.
Brancas, leves, incontáveis,
dançaram sobre nós em círculos perfeitos.
Não era apenas o vento,
não era apenas o instinto.
Era o céu — era um canto,
era um adeus vestido de voo.
Francisco partia,
mas o amor ficava suspenso,
entre terra e eternidade,
nos olhos úmidos da multidão.
*meliaguima@gmail.com
Imagem: Internet
