CLAM – Quase três décadas depois do surgimento da Aids e de múltiplas iniciativas dos movimentos sociais no combate ao preconceito e à discriminação, pesquisas apontam a persistência de uma representação demasiado negativa da soropositividade. Na investigação “Práticas sexuais e conscientização sobre Aids: uma pesquisa sobre o comportamento homossexual e bissexual”, realizada em 2006 pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), 58% dos respondentes afirmaram que não teriam relação sexual com uma pessoa declaradamente soropositiva para o HIV e 60,5% não estabeleceria uma parceria regular com esta pessoa.
Um novo estudo conduzido pela instituição, intitulado “Levantamento de necessidades em HIV/AIDS entre homossexuais soropositivos no Rio de Janeiro”, cujos resultados preliminares foram apresentados no dia 19 de fevereiro deste ano, confirma os dados da pesquisa anterior, de 2006, quando foram entrevistados (através de um questionário) 400 homo e bissexuais, a qual revelou um alto índice de rejeição a um soropositivo como um potencial parceiro sexual. Clique no título para ler.
