Aroma de poesia

Certa vez, ao querer me iluminar
Pra compor um poema à altura dela
Acabei atirado a uma cela
Pois ousei o juiz desacatar
Nunca houvera de assim me embriagar
Ter a honra despida e destroçada
Mas no bar, a centelha era lançada
Em rosé, espumante, uvas sortidas
Tava escrito em cartaz junto às bebidas
Que “um bom vinho é poesia engarrafada”

Martim Assueros
Recife, 20/1/2024

 

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