Acorda, Brasil: veja como Equador enfrenta a ditadura midiática


Rafael Correa confirma proibição de entrevistas a meios privados de comunicação: declarou que seu governo defende a liberdade de expressão, mas rechaça a “liberdade de extorsão”
Por: TeleSUR | de 22/09/2012 (traduzido de Aporrea.org)

Correa: “Não vamos dar informação a essas empresas corruptas que não pagam impostos” (Foto: Aporrea.org)

Rafael Correa, presidente do Equador, ratificou neste sábado (dia 22) que seus ministros não estão autorizados a dar entrevistas a meios de comunicação privados.
“Não vamos dar informação a essas empresas corruptas que não pagam impostos”, expressou o mandatário durante seu “contato cidadão” (programa de comunicação da Presidência).
Correa indicou que continuarão informando ao povo, mas através de meios de comunicação “decentes”.
Por que temos que dar informação e poder a essas empresas para que elas encham os bolsos?, questionou.
O presidente equatoriano confirmou sua decisão logo depois de saber que o juiz Décimo Segundo da Criança e Adolescência de Pichincha, Raúl Reinoso, negou a ação de proteção contra a ordem presidencial que proíbe aos ministros conceder entrevistas aos meios privados, formulada pela organização não governamental Fundamedios.
Para o juiz, não existiu nenhuma prova que certifique que a decisão das autoridades seja uma política estatal e, portanto, se possa acolher um amparo de proteção constitucional.
Para Correa, alguns meios de comunicação do seu país e da América Latina “abusam do seu poder midiático”, pelo que enfatizou: “Não vamos dar mais lucro e mais poder” a essas empresas.
Confirmou que isso não supõe uma violação à liberdade de informação, pois disse que seus ministros atenderão a “meios decentes”, acrescentando que com os “indecentes” não irá “nem até a esquina”.
Qualificou como uma “besteira jurídica” (cantinflada, tontería) o recurso apresentado pela organização Fundamedios, acusada por ele de defender interesses de grupos poderosos nacionais e estrangeiros.
Insistiu que seu governo respeita os direitos da informação, mas frisou que não tolerará a “liberdade para a extorsão” que, segundo ele, é praticada por vários meios privados.

2 comentários sobre “Acorda, Brasil: veja como Equador enfrenta a ditadura midiática”

  1. E os “meios decentes” serão escolhidos por ele, já que, supostamente, essas emissoras privadas, ao seu juízo, não são? Muito coerente…
    Que belo exemplo para o Brasil, afinal a Globo é a culpada de todos os nossos problemas, que venham os meios decentes comunicação do Lula e Cia.

  2. Parabéns, presidente Correa. Se todos os presidentes da América do Sul seguissem o seu exemplo, talvez essas empresas golpistas e apátridas elevassem o nível do jornalismo que fazem. Liberdade de imprensa sim, mas não para que sigam disseminando mentiras, distorcendo fatos, alienando o povo, acusando políticos sem provas, ofendendo a honra de quem considera inimigo, atacando quem não concorda com ela e sonegando impostos.

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