Acolhemos o Papa e sua mensagem de fraternidade, dizem organizações inter-religiosas no Iraque

Por Roberta Barbi

O Iraque é o berço da civilização humana e um belo país rico em diversidades culturais e religiosas. Durante séculos, muitas comunidades étnicas e religiosas viveram lado a lado nesta terra; no entanto, nas últimas décadas, o Iraque sofreu com a guerra, a insegurança e a instabilidade e, mais recentemente, com o aumento de extremistas. Essa sequência de conflitos tem prejudicado profundamente as relações entre as comunidades e prejudicado o tecido social do país”, escrevem os dignatários da mensagem.

Há uma grande expectativa pela iminente visita apostólica do Papa Francisco ao Iraque por parte das organizações religiosas – católicas, cristãs ou não – atuantes no país, que na terça-feira divulgaram uma mensagem conjunta, expressando a alegria pelo que está por acontecer.

“Nós, as organizações religiosas abaixo assinadas que atual no Iraque, que representam o apelo de nossas respectivas religiões à solidariedade humana, acolhemos a visita de Sua Santidade o Papa Francisco ao local de nascimento de Abraão, pai de muitos na fé. O Iraque é o berço da civilização humana e um belo país, rico em diversidades culturais e religiosas. Durante séculos, muitas comunidades étnicas e religiosas viveram lado a lado nesta terra; no entanto, nas últimas décadas, o Iraque sofreu com a guerra, a insegurança e a instabilidade e, mais recentemente, com o aumento de extremistas. Essa sequência de conflitos tem prejudicado profundamente as relações entre as comunidades e prejudicado o tecido social do país”, escrevem.

“Hoje, o Iraque tem que enfrentar desafios impressionantes: mais de um milhão de cidadãos iraquianos continuam a ser deslocados internamente e dos quase cinco milhões que foram repatriados, muitos têm extrema necessidade de ajuda. Nesse meio tempo, o agravamento da crise econômica, exacerbada pela pandemia de Covid-19, está jogando muitos para a pobreza e privando o governo dos recursos necessários para ajudar seu próprio povo”, avaliam as organizações que operam no país.

“Em sua recente Encíclica Fratelli tutti, o Papa Francisco escreve que as religiões têm um papel importante a desempenhar no serviço da fraternidade em nosso mundo – continua o texto – o Documeno de Abu Dhabi sobre a Fraternidade Humana explica ainda: «A fé leva o crente a ver no outro, um irmão ou irmã para apoiar e amar. […] Os crentes são chamados a expressar esta fraternidade humana salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente os mais pobres e necessitados»”.

“Como organizações baseadas na fé, abraçamos plenamente esta mensagem de fraternidade e de diálogo que o Papa Francisco está levando ao Iraque. Acreditamos firmemente que esta mensagem represente uma forma necessária para curar as feridas do passado e construir um futuro para as diferentes comunidades do país. Trabalhamos em colaboração com as autoridades nacionais e locais para ajudar as comunidades a se reconciliarem, reconstruir a paz e reivindicar seus direitos coletivos à segurança, serviços e meios de subsistência ”.

Em particular, inspiradas no ensinamento do Papa Francisco sobre a fraternidade humana, as organizações signatárias do documento afirmam que estão empenhadas em “continuar a servir e capacitar as pessoas somente com base em suas necessidades, rejeitando todas as formas de discriminação; respeitar os valores culturais e convicções religiosas dos outros, continuando a rejeitar todo sectarismo e proselitismo em nossas ações e parcerias; fortalecer as iniciativas inclusivas e abordagens que promovam a coesão social; intensificar a colaboração entre nós ao serviço dos necessitados, enquanto vivemos o nosso apelo comum à solidariedade”.

“Por fim, exortamos a comunidade internacional a permanecer empenhada em apoiar o povo iraquiano para superar seus desafios atuais, em um verdadeiro espírito de fraternidade e solidariedade humana”, concluem as organizações, entre as quais figuram diversas Caritas, sociedades de ajuda cristã, fundações, associações luteranas, o Serviço dos Jesuítas para os Refugiados, o Comitê Humanitário de Ankawa e a Sociedade de Ajuda assíria ao Iraque.

Fonte: Vatican News

 

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