A Posse

A minh’alma está quarando
No lajedo da mudança
Para ser enxaguada
Na festa da pajalença
No dia 1 de janeiro
O brasil tira o argueiro
Do olho da esperança

Vou perfumar minha alma
Vesti-la toda de linho
Inebriá-la talvez
Com uma taça de vinho
Um de janeiro merece
Pois nele se reconhece
Que a rosa venceu o espinho

Feliz, de alma lavada
Eu correrei para a festa
Lá dançarei como fosse
O último dia que resta
Visto a história não ter
Apeado do poder
Pessoa assim, tão funesta

Martim Assueros
16/12/2022

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