A moça do barco

Por: Ana Amelia Guimarães*

 

Saiu ela com um saco pesado e uma viola na mão

Entrou e sentou no barco que estava ancorado na beira do lago

Começou a flutuar ao sabor do vento e ao balanço das águas

Para aonde ia, ela não sabia

O que trazia no saco pesado

Tristezas, alegrias, decepções, esperança

Para aonde ia, ela não sabia

O que queria, ser feliz

E o barco seguia lento, ao sabor do vento

Uma mata, cheia de bichos, ao longe

E ela sozinha, no barco, seguia lento, ao sabor do vento

Via sua imagem na água, molhava suas mãos

Para onde ia, ela não sabia

Só queria ser feliz.

 

*meliaguima@gmail.com

 

Imagem da Internet: Tela “Mulher em um barco”, de Pierre-Auguste Renoir.

 

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