Hoje de manhã, no auditório da Reitoria da UFPB, tive a oportunidade de conversar com vários colegas, ligados à direção do sindicato docente, a ADUFPB, e ao andamento da greve.
Lembro que a gente trocou ideias acerca da marcha do movimento, em muito diferente dos ocorridos em ocasiões anteriores.
Até o momento, foi uma greve coesa, nacional, e isto é muito importante.
O governo federal mostrou uma total indiferença e insensibilidade diante das necessidades salariais e de carreira dos docentes, o que é gravíssimo, do ponto de vista ético.
Ética é uma palavra que não rima com política.
Foram exibidas em um telão, imagens mostrando manchetes onde se evidencia a dureza de um governo fechado aos trabalhadores na educação.
As promessas de Dilma antes das eleições, em que se diz favorável a uma remuneração digna para os docentes.
Concordamos com estes colegas, que a greve está tendo alguns ganhos, não no aspecto da obtenção das reivindicações que lhe deram origem e a justificam, mas, sim, no que diz respeito ao grau de mobilização da categoria alcançado, e ao tipo de movimentação gerado da categoria com relação à sociedade a ao governo.
Criatividade, ousadia. É isso aí. Não é só dinheiro, não, é moral, gente. Pode se vencer, a longo prazo, pela superioridade moral frente ao inimigo.
O inimigo, um governo, um estado, fechados à sociedade, voltados apenas para a manutenção dos privilégios das classes dominantes.
