A greve docente e a amoralidade do governo

Não existe governo de esquerda, esquerda no poder. Há o poder, o governo, de um lado, e do lado oposto, os trabalhadores e as trabalhadoras. O governo de Dilma Rousseff está dando uma lição muito clara de política, para quem quiser ver.

Atende de imediato os interesses do grande capital, dos megaempresários, e desatende escandalosamente, os interesses das classes trabalhadoras do Brasil.

Os docentes e as docentes universitários, tem todos os motivos do mundo para estarem em contra de uma traição imperdoável, perpetrada por quem chegou ao governo posando como “de esquerda”.

O que é ser de esquerda? É servir aos interesses das pessoas esquecidas. Hoje Lula se alia a Maluf. Dilma serve aos megaempresários.

E o povo tem quem do seu lado? A si mesmo, e os setores médios que seguem fiéis a uma proposta de país, a um projeto de sociedade, com efetiva igualdade para todos e todas, sem exclusões, sem privilégios, sem dominação.

A “proposta” do governo aos professores e professoras que já levam mais de dois meses em greve contra a exploração a que são submetidos por um governo amoral, faria corar a Fernando Henrique Cardoso, o camaleão que chamava os professores e professoras de vagabundos.

Dilma chama a gente do que? De imbecís, de idiotas. Quer quebrar a carreira docente. Quer rachar a categoria docente. Não há governo de esquerda, não há esquerda no poder.

Há o poder, há o governo, que serve à exploração, e há os trabalhadores e as trabalhadoras, do lado de baixo, à esquerda, do lado de uma justiça que tarda em chegar.

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