A Grande Conspiração

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Como é intrigante essa história do golpe. No meio desse turbilhão de acontecimentos, escutamos especialistas, acompanhamos os mais diversos veículos de informação e concluímos que não basta estarmos protegidos juridicamente: a voz da razão é facilmente barrada por argumentos repletos de sofismo jurídico.
Ao vermos a luta na Câmara e no Senado percebemos que não adianta possuir argumentos, base legal e defender-se com a Constituição debaixo dos braços. A impressão é que não existem recursos que nos protejam dessa tacada imoral que está para acontecer. O golpe já está arquitetado e não há reação por meio burocrático que nos faça virar o jogo.
Voltando ao último golpe sofrido, percebemos que o passo a passo, repleto de tiranias e ilegalidades foi exatamente o mesmo. Demoramos anos e anos para tirar a limpo tudo de obscuro que se passou e chegamos à pior constatação: 52 anos depois, poucas pessoas sabem a verdadeira história do golpe de 1964 e as forças reacionárias continuam como mesmo poder de antes.
Passado todo esse tempo, mais uma vez, ficamos limitados a analisar apenas as jogadas que ocorrem no campo das instituições. As verdadeiras conspirações talvez não demorem tanto tempo a aparecer, tendo em vista a velocidade das comunicações e o campo aberto que é a internet. Mas, depois do golpe consumado, só nos restará chorar o leite derramado e apontar os erros.
O que rapidamente poderá ser notado são os movimentos Norte-Americanos que ocorrem quase que simultaneamente por toda América Latina, região chave para que eles mantenham sua supremacia mundial. Numa tacada só, governos progressistas, que promoviam uma libertação das asas americanas, vão sendo derrubados um a um.
No Brasil, os grandes conspiradores ainda estão muito bem guardados, deixando à vista somente personagens do cotidiano político, que anseiam pelo poder, se sustentando na ignorância do povo e numa mídia descomprometida com o país.
Em breve, nós saberemos o porquê de toda essa ignóbil transição. Tomaremos conhecimento do caminho libertário que o Brasil vivia. Há quem irá creditar essa linha de raciocínio a um mero devaneio, mas lá na frente, quando nos recordarmos de certos movimentos teremos a certeza que, mais uma vez, os americanos temiam o nosso livre crescimento.
Não cabe aqui, nesta simples crônica, descrever minuciosamente cada ato, mas de forma sucinta cito a entrada do Brasil nos Brics, a importação de tecnologia para produção de caças, a produção de cargueiros, libertação da Alca e o fortalecimento do Mercosul e toda infraestrutura baseada na educação e no empoderamento dos mais pobres. Uma leve menção para que se possa começar a entender o jogo de xadrez.
Enquanto não enxergamos com total clareza toda a trama, ficaremos a observar cada ato, fingindo acreditar que todo esse movimento golpista não passa de uma disputa política interna.
Como a verdade tarda, mas não falha e em breve saberemos os nomes dos conspiradores e teremos a confirmação de que o inimigo de 1964 é o mesmo dos dias atuais e ficará a certeza de que Karl Marx estava certo: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.”.
Deixo aqui um documentário sobre o golpe de 1964, com vasta documentação sobre a intervenção americana.

Foto(*): latuffcartoons.wordpress.com

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