A estória das coisas

Este vídeo é o primeiro de uma série. Todos ficarão arquivados no marcador “Minha TV pensa”, brincando com aquele troço de meio é a mensagem. Porque se meio fosse mensagem, minha TV pensaria. Ou não.

É em inglês, quem não souber se esforça ou pede ajuda, porque é sensacional. Meu tempo está totalmente escasso (*), por isso não traduzo palavra por palavra, tudo muito importante. Ela explica, por exemplo, a lorota da cadeia de produção que contam pra gente.

Como diz o Millôr, soft talk to put the ox asleep (conversa mole pra boi dormir).

Uma das questões centrais é que no meio do processo de produção faltam pessoas. Isso mesmo, pessoas. Não explicam isso na escola. Dá uma olhada, o vídeo completo tá aqui.

(*) Eu esqueci como se escreve escasso, pra isso tem o Google. Mas dá vontade de escrever errado, porque preconceito linguistico, vou te dizer, é uma merda. Na revista Caros Amigos desse mês tem uma entrevista ótima com um linguista que formaliza em seu livro tudo o que um monte de gente queria dizer há tempos.

Um trecho:

É recorrente esse discurso de que a língua de hoje representa um estado deteriorado de uma suposta época de ouro no passado. A gente encontra isso em qualquer língua, em toda a história, desde pelo menos o século 3 a.C., e para o lingüista isso não faz o menor sentido. As línguas se transformam, mudam nem pra melhor, nem pra pior, simplesmente mudam para atender às necessidades cognitivas e interacionais de seus falantes. Porque, se quiséssemos manter a pureza do português, teríamos que falar latim, mas o latim já é uma língua derivada de outra, então, se a gente quisesse manter a pureza do latim, a gente teria que falar indo-europeu, que é uma língua falada 5.000 anos antes de Cristo. (aqui)

Um comentário sobre “A estória das coisas”

Deixe uma resposta