Para os povos indígenas, a água não é apenas um recurso, mas um ser vivo, um espírito que alimenta e sustenta toda a vida. Os rios, lagos e nascentes são moradas de encantados, caminhos ancestrais e fonte de equilíbrio para a terra e os corpos.
Mas a ganância colonial segue transformando essa fonte de vida em mercadoria. Empresas secam nascentes, envenenam rios e privatizam aquilo que deveria ser um direito de todos. O que chamam de “crise hídrica” é, na verdade, o resultado da exploração desenfreada e da destruição dos territórios indígenas e quilombolas, que há séculos protegem as águas desse chão.
Sem água, não há vida. Sem os povos indígenas, não há quem cuide da vida. A luta pela água é a luta pela terra, pela floresta e pelos direitos dos povos originários.
Arte gráfica e texto de Indianara Wayará: @indianarapoti
Texto e foto extraídos da página do Instagram @aimcupeoficial de 22/3/2025
