A burguesia não precisa recorrer à violência exemplar sempre que desejem proteger-se e contra-atacar. Basta incorporar um setor mais amplo da vanguarda operária e das burocracias sindicais ou partidárias do proletariado nas classes médias, para convertê-los em burgueses e em cavaleiros andantes da democracia burguesa. A violência aplicada a uma Rosa Luxemburgo ou a um Karl Liebknecht, por exemplo, fica reservada para ocasiões extremas, e a perseguição do movimento proletário em nenhum quartel.

Florestan Fernandes, em ‘O que é Revolução’

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