VIII Semana Teológica Pe. José Comblin. Medellín, 50 anos: vocação e missão das leigas e leigos, na perspectiva da Tradição de Jesus

De 05 de AGOSTO a 15 de SETEMBRO

JORNADA COMUNITÁRIA SOBRE O TEMA MOVIMENTOS LEIGOS

Kairós/ Nós Também Somos Igreja
Capela Ecumênica – UFPB
05/08/2018

8h30 – ABERTURA/ ACOLHIDA/ ORAÇÃO INICIAL

– Abertura e Acolhida (CANTO inicial: Eu vim par que todos tenham vida – CNBB)

Eu vim para que todos tenham vida
Que todos tenham vida plenamente

Reconstrói a tua vida em comunhão com teu senhor
Reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão
Onde está o teu irmão, eu estou presente nele
Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males (Mc 7:37)
Hoje és minha presença junto a todo sofredor
Onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele
Entreguei a minha vida pela salvação de todos (Jó 10:18)
Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes
Onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele
Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido (Lc 19:10)
Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança
Onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele
Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo (Jó 6:51)
É presença e alimento nesta santa comunhão
Onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele
Salvará a sua vida quem a perde, quem a doa (Jó 12:25)
Eu não deixo perecer nenhum daqueles que são meus (Jó 18:9)
Onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele
Da ovelha desgarrada eu me fiz o bom pastor (Jó 10:11)
Reconduze, acolhe e guia a que de mim se extraviou
Onde acolhes teu irmão, tu me acolhes, também, nele.
Eu vim para que todos tenham vida
Que todos tenham vida plenamente

– MOMENTO DE SILÊNCIO/ ORAÇÃO PESSOAL
– CONTEXTUALIZAÇÃO DO MOMENTO – PORQUE ESTAMOS AQUI?

Breve comunicação sobre a “Semana Teológica/ a Jornada Comunitária/ e o contexto de Medellín”

9h00 – Aclamação do Evangelho (CANTO: Toda Palavra de vida é palavra de amor)

2. Aclamação ao Evangelho – (CANTO – Toda Palavra de Vida – Zé Vicente)

Toda palavra de vida é Palavra de Deus
Toda ação de liberdade é a Divindade agindo entre nós
É a Divindade agindo entre nós.
Boa nova em nossa vida, Jesus semeou
O Evangelho em nosso peito é prova de amor. (bis)
Todo grito por justiça que sobe do chão
É clamor e profecia que Deus anuncia para a conversão
Que Deus anuncia para a conversão.
Aleluia, aleluia! Bendita Palavra que faz libertar (bis).

Anúncio do Evangelho – Evangelho Jo 6,24-35

– Naquele tempo, 24 Quando a multidão viu que nem Jesus nem os discípulos não estavam ali, as pessoas subiram nas barcas e foram procurar Jesus em Cafarnaum. 25 Quando encontraram Jesus no outro lado do mar, perguntaram: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 Não trabalhem pelo alimento que se estraga, mas pelo alimento que dura para a vida eterna. É este alimento que o Filho do Homem dará a vocês, porque é ele quem Deus Pai marcou com seu selo”. 28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou”. 30 Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e acreditar em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’”. 32 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu, 33porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem acreditar em mim nunca mais terá sede”.


9h10 – MEDITAÇÃO I – A partir da Leitura do Evangelho (reflexão e partilha)

SALMO

SALMO (Sl 77)
— O Senhor deu a comer o pão do céu.
— O Senhor deu a comer o pão do céu.
— Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,/ e transmitiram para nós os nossos pais,/ não haveremos de ocultar a nossos filhos,/ mas à nova geração nós contaremos:/ as grandezas do Senhor e seu poder.
— Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,/ e as comportas das alturas fez abrir;/ fez chover-lhes o maná e alimentou-os,/ e lhes deu para comer o pão do céu.
— O homem se nutriu do pão dos anjos,/ e mandou-lhes alimento em abundância;/ conduziu-os para a Terra Prometida, para o Monte que seu braço conquistou.

9h40. MEDITAÇÃO II – Contextualizando os 50 Anos de MEDELLÍN

– Leitura e reflexão do Texto Base das Jornadas
– Leitura e reflexão do texto do documento de Medellin
– Partilha dos questionamentos levantados

10h10 – O que o Espírito Santo nos inspira e o que pede de nós?

10h30 – PRECE (Orações comuns) 
– Cada um traz uma prece ou intenção,
– Atendei, Senhor!

11:00 – CANTO FINAL e BÊNÇÃO

11:50 – CONFRATERNIZAÇÃO FINAL 

3. TEXTO BASE – I

VIII SEMANA TEOLÓGICA – José Comblin no contexto de Medellín

O ano de 2018 vem despontando repleto de boas memórias subversivas, dentre as quais: as ressonâncias de meio século, desde o Maio de 1968 pelo mundo e no Brasil; meio século também desde a ousadia profética do Povo Negro dos Estados Unidos, animado pela figura emblemática do Pastor Martin Luther King; dos quarenta anos da realização na Paraíba do III Encontro Intereclesial das CEBs; e, não menos impactante, os 50 anos da Conferência de Medellín. Ressoa em nós, meio século após, a memória vivificante da Conferência Episcopal Latino-Americana de Medellín (Colômbia). De lá para cá, quantas lutas, quantas conquistas, quantas esperanças, e também quantos reveses experimentados pelo povo dos pobres, seja no âmbito de nossas sociedades latino-americanas e do Caribe, seja ao interno de nossa(s) Igreja(s) cristãs! Por outro lado, houve por bem a Igreja Católica no Brasil, dedicar o ano de 2018 como o Ano do Laicato. Neste contexto, é que nos dispomos a organizar a VIII SEMANA TEOLÓGICA Pe. JOSÉ COMBLIN (STPJC), iniciativa que segue firme, em sua oitava edição consecutiva. As STPJC, por meio de representantes de grupos e movimentos ligados à extensa rede de amigos e amigas do Padre José Comblin, seguem buscando manter vivo e frutuoso o denso legado deste “profeta da Liberdade”, nele também bebemos muito do espírito profético de Medellín, tendo sido ele próprio alguém que muito contribuiu, como Assessor de Dom Helder Câmara, nos bastidores da conferência Episcopal Latino-Americana, realizada em Medellín (Colômbia), desde seus preparativos. Prova disto é o longo e ousado artigo por ele produzido, sob encomenda de Dom Helder, vazado (em tempos antecedentes à decretação do AI-5) e publicado em duas páginas do Diário de Pernambuco, de 12/06/1968. Antes, durante e depois de Medellín, o Teólogo José Comblin não cessou de refletir o acontecimento Medellín, avaliado como a melhor e mais criativa recepção do Concílio Vaticano II e, especialmente do Pacto das Catacumbas, celebrado e firmado por 40 bispos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, Dom Helder, Dom Fragoso, Dom Francisco Mesquita, Dom Waldir Calheiros, entre outros. Medellín é analisado por Comblin (e outros teólogos da libertação) como uma espécie de (re)fundação da Igreja Latino Americana, justamente pela ousadia evangélica do compromisso com a causa libertadora dos Pobres. Já há vários anos, a organização das STPJC tem priorizado sua construção junto às comunidades do campo e das periferias urbanas, por meio das Jornadas Comunitárias, que antecedem a Sessão de encerramento dessas semanas. Trata-se de fazer dialogarem os Assessores e Assessoras convidados para a sessão de encerramento, com os /as protagonistas das jornadas comunitárias, a partir de temáticas-chave de Medellín (pobreza, justiça, paz, leigas e leigos, juventude…).

Jornadas Comunitárias – Com uma versão na cidade e outra no campo, as Jornadas Comunitárias seguem em consonância com o tema geral da VIII Semana Teológica Pe. José Comblin (VIII STPJC). Tem sido, também, uma praxe dos organizadores e organizadoras da STPJC proporem um ou mais textos, de autoria do Papa Francisco, do Pe. José Comblin e de outras pessoas, como forma de ajudar nas reflexões comunitárias, por ocasião dessas Jornadas comunitárias. Neste ano de 2018, propomos a leitura de alguns dos 16 documentos conclusivos da Conferência de Medellín, priorizando os documentos sobre a Pobreza, a Justiça, a Paz, as/os Leigas e Leigos e Juventude. Como forma de ajudar nas reflexões comunitárias e animar os trabalhos de pequenos grupos, seguem estas duas questões:

1. Após a leitura deste documento resultante da conferência Episcopal Latino-Americana de Medellín, que aspectos ou pontos mais fortes merecem ser destacados, a partir de nossa realidade?

2. De que modo este documento pode nos inspirar, no enfrentamento dos desafios da(s) Igreja(s) e da sociedade hoje?


4. TEXTOS BASE II – Documento de Medellín

– MOVIMENTOS LEIGOS

MEDELLÍN – MOVIMENTOS LEIGOS
I. Constatações
1.1 Em outros documentos, e de diferentes ângulos, assinalou-se a presença dos leigos no processo de transformação de nosso continente.
Neste documento nos propomos rever a dimensão apostólica dessa presença no momento histórico em que todos estamos vivendo na América Latina.
1.2 Recordemos mais uma vez que o momento histórico atual de nossos povos, se caracteriza na ordem social e do ponto de vista objetivo, por uma situação de subdesenvolvimento, revelada por fenômenos maciços de marginalidade, alienação e pobreza, e condicionada, em última instância, por estruturas de dependência econômica, política e cultural em relação às metrópoles industrializadas, que detêm o monopólio da tecnologia e da ciência (neocolonialismo, of. PP n. 3) .
Do ponto de vista subjetivo, nosso continente se caracteriza pela tomada de consciência dessa situação, que provoca em amplos setores dos povos latino-americanos atitudes de protesto e aspirações à libertação, ao desenvolvimento e à justiça social.
Esta complexa realidade, historicamente, coloca os leigos latino-americanos ante o desafio de um compromisso libertador e humanizador.
1.3 Por um lado, a modernização refletida nos setores mais dinâmicos da sociedade latino-americana, acompanhada pela crescente tecnização e aglomeração urbana, manifestou-se em fenômenos de mobilidade, socialização e divisão do trabalho, cujo efeito foi carrear importância crescente aos grupos e ambientes funcionais – fundados sobre o trabalho, a profissão ou a função – em relação às comunidades tradicionais de caráter de vizinhança ou territorial.
Os ditos meios funcionais constituem em nossos dias os centros de decisão mais importantes no processo de transformação social, e os focos onde se condensa, ao máximo, a consciência da comunidade.
Estas novas condições de vida obrigam os movimentos leigos da América Latina a aceitarem o desafio de um compromisso de presença, de adaptação permanente e de criatividade.
1.4 A insuficiente resposta a estes desafios e, muito especialmente, a inadequação às novas formas de vida que caracterizam os setores dinâmicos de nossa sociedade, explicam em grande parte as diferentes formas de crises que afetam os movimentos leigos.
Muitos deles, com efeito, empreenderam um trabalho decisivo em seu tempo, mas, por circunstâncias posteriores, ou se fecharam em si mesmos, ou se aferraram indevidamente a estruturas demasiado rígidas, ou não souberam situar devidamente seu apostolado no contexto de um compromisso histórico libertador.
Por outro lado, muitos destes movimentos não refletem um meio sociológico compacto, ou talvez não tenham adotado a organização e a pedagogia mais apropriadas a um apostolado de presença e compromisso nos ambientes funcionais, onde, em grande parte, fermenta o processo de transformação social.
1.5 Finalmente, entre os fatores que favorecem a crise de muitos movimentos, assinalam-se também a pequena integração do leigo latino-americano na Igreja, o frequente desconhecimento, na prática, de sua legítima autonomia e a falta de assessores devidamente preparados para as novas exigências do apostolado dos leigos.
1.6 Finalmente, não é possível desconhecer os valiosos serviços que prestaram e continuam prestando com renovado vigor os movimentos leigos à promoção cristã do homem latino-americano. Sua presença em muitos ambientes, apesar dos obstáculos e das dolorosas crises de crescimento, é cada vez mais efetiva e notória. Por outro lado, na elaboração de muitas renovações acolhidas e confirmadas pelo Vaticano II, não se pode deixar de ver o trabalho e a reflexão de muitas gerações de militantes cristãos.

II. Critérios teológico-pastorais
2.1 No seio do Povo de Deus, que é a Igreja, há unidade de missão e diversidade de carismas, serviços e funções «obra do único e mesmo Espírito» (1 Cor 12,11), de sorte que todos, a seu modo, cooperem unanimemente na obra comum (of. LG 32 e 33).
2.2 Os leigos, como membros da Igreja, participam da tríplice função profética, sacerdotal e real do Cristo, em vista da realização da sua missão eclesial. Todavia, realizam especificamente esta missão no âmbito do temporal, em vista da construção da história, «exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus» (LG 31).
2.3 O que tipifica o papel do leigo é seu compromisso com o mundo, entendido como quadro de solidariedade humana, como trama dos acontecimentos e fatos significativos, em uma palavra, como história. Pois bem, comprometer-se é ratificar com ações a solidariedade em que todo homem se encontra imerso, assumindo tarefas de promoção humana na linha de um determinado projeto social.
O compromisso assim entendido, na América Latina, deve estar impregnado pelas circunstâncias peculiares de seu momento histórico presente, pelos signos da libertação, da humanização e do desenvolvimento.
Nunca é demais dizer que o leigo goza de autonomia e responsabilidade próprias para optar por seu compromisso temporal. A Gaudium et Spes assim o reconhece, quando diz que os leigos «conscientes das exigências da fé e vigorizados por suas próprias energias, empreendam, sem vacilar e quando seja necessário, novas iniciativas e levem-nas a bom termo (…) Não pensem que seus pastores estejam sempre em condições de poder dar-lhes de imediato soluções concretas em todas as questões, por mais graves que surjam. Não é esta sua missão. Cumpram os leigos melhor suas missões específicas, à luz da sabedoria crista e com a observância atenta da doutrina do magistério» (GS 43).
E, como diz a Populorum Progressio em seu final: «Aos leigos, por sua livre iniciativa e sem esperar passivamente ordens e diretrizes, pertence impregnar de espírito cristão a mentalidade, os costumes, as leis e as estruturas da comunidade em que vivem» (n. 81).
2.4 Por mediação da consciência, a fé – que opera pela caridade – está presente no compromisso temporal do leigo como motivação, iluminação e perspectiva escatológica, e dá sentido integral aos valores baseados na dignidade humana, na união fraternal e na liberdade, que «voltaremos a encontrar limpos de toda a mancha, iluminados e transfigurados, no Dia do Senhor» (GS 39). “Ensina também a Igreja que a esperança escatológica não diminui a importância das tarefas temporais, mas, pelo contrário, proporciona novas motivações, para seu exercício” (GS 21).
2.5 Pois bem, como a fé exige ser compartilhada e por isso mesmo implica uma exigência de comunicação ou de proclamação, compreende-se a vocação apostólica dos leigos dentro, e não fora, de seu próprio compromisso temporal.
Mais ainda: ao ser assumido este compromisso no dinamismo da fé e da caridade, ele adquire em si mesmo um valor de testemunho e se confunde com o testemunho cristão. A evangelização do leigo, nesta perspectiva, nada mais é que a explicação ou a proclamação do sentido transcendente deste testemunho.
Vivendo “nas ocupações e nas condições ordinárias de vida familiar e social, pelas quais sua existência está como que tecida”, os leigos são chamados por Deus ali mesmo “para que, desempenhando sua própria profissão e guiados pelo espírito evangélico, contribuam para santificação do mundo, penetrando-o como fermento… A eles, pois, corresponde iluminar e ordenar as realidades temporais, às quais estão estreitamente vinculados” (LG 31).
2.6 O apostolado leigo terá maior transparência de sinal e maior densidade eclesial, quando apoia seu testemunho em equipes ou comunidades de fé, nas quais o Cristo prometeu especialmente estar presente (Ml 18,20) . Deste modo, os leigos cumprirão mais cabalmente sua missão de fazer com que a Igreja «aconteça» no mundo, na tarefa humana e na história.

III. Recomendações pastorais
Tendo em conta as numerosas recomendações pastorais já desenvolvidas em outros documentos desta Conferência sobre o papel dos leigos na América Latina, atemo-nos apenas às seguintes:
3.1. Atendendo às prioridades evidentes, derivadas da situação latino-americana que descrevemos acima com especial ênfase e urgência, deve ser promovida a criação de equipes apostólicas ou de movimentos seculares nos lugares ou estruturas funcionais, sobretudo naquelas onde se elabora e se decide o processo de libertação e humanização da sociedade a que pertencem, dotando-os de uma estrutura adequada e de uma pedagogia baseada no discernimento dos sinais dos tempos, no cerne dos acontecimentos.
3.2. Reconhecendo a crescente interdependência entre as nações e o peso das estruturas internacionais de dominação, que condicionam de forma decisiva o subdesenvolvimento dos povos periféricos, os leigos devem assumir seu compromisso cristão ao nível dos movimentos e organismos internacionais para promover «o progresso dos povos mais pobres e favorecer a justiça entre as nações (PP 5).
3.3 As equipes ou movimentos que já existirem para tais tarefas devem ser apoiadas decididamente, e que não se abandone seus militantes quando, pelas implicações sociais do Evangelho, são levados a compromissos que ocasionam dolorosas consequências.
3.4. Os movimentos de apostolado dos leigos, situados no plano de uma mais estreita colaboração com a hierarquia e que tanto contribuíram para a ação da Igreja, continuam tendo vigência como apostolado organizado. Hão de ser, portanto, promovidos, ainda que se deva evitar “ir para além do limite de vida útil de associações e métodos antiquados” (AA 19 d) .
3.5. Deve ser fomentada uma espiritualidade própria dos leigos, baseada em sua própria experiência de compromisso com o mundo, ajudando-os a se entregarem a Deus, entregando-se aos homens. Ensinando-os a redescobrir o sentido da oração e da liturgia como expressão e alimento dessa dupla e recíproca doação. «Seguindo o exemplo do Cristo, que exerceu o artesanato, alegrem-se os cristãos de poder exercer todas as suas atividades temporais, fazendo uma síntese vital do esforço humano, familiar, profissional, científico ou técnico, com os valores religiosos, tudo cooperando para a glória de Deus» (GS 43).
3.6. Finalmente, que se preste o devido reconhecimento e apoio a todos os movimentos internacionais de apostolado dos leigos, que através de seus organismos de coordenação promovem e edificam com tanto sacrifício o apostolado neste continente, atentos às exigências peculiares de sua problemática social.

10h10 O que o Espírito Santo nos inspira e o que pede de nós?

10h30 – PRECE (Orações comuns)
– Cada um traz uma prece ou intenção,
– Atendei, Senhor!

11:00 – CANTO FINAL e BÊNÇÃO

SALMOS
Sl 134:1-3
Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na casa do SENHOR todas as noites.
Levantai as vossas mãos no santuário, e bendizei ao Senhor.
O Senhor que fez o céu e a terra te abençoe desde Sião.

Bênção – com o canto Deus nos abençoe, Deus nos dê paz – (Zé Vicente)

Deus nos abençoe, Deus nos dê paz

Deus nos abençoe, Deus nos dê a paz.
A paz que só o amor é que nos traz. (2x)

A paz na nossa vida, no nosso coração e a benção para toda criação.
A paz na nossa casa nas ruas, no país e a benção da justiça que Deus quis.
A paz pra quem viaja, a paz pra quem ficou e a benção do conforto a quem chorou.
A paz entre as igrejas e nas religiões e a benção da irmandade entre as nações.
A paz pra toda Terra e a terra ao lavrador e a benção da fartura e do louvor.

11:50 – CONFRATERNIZAÇÃO FINAL

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