Vidas que seguem

O olho d’água
que emerge do rio
abunda a margem
inunda o vazio

segue no curso,
prolonga o estar
vazio, segue o rio

No leito, seu berço
expande o caminho
sem nada pensar

Prestes a vazar,
invade, não mede
o abraço do mar.

Nascido, criado
viciado em se dar, flutua
o homem que quer se perpetuar

*andreschlederschleder@gmail.com

Imagem: Internet.

 

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