Vai com Deus, seu Chico! (Francisco Pires Ferreira!)

Essa manhã soubera da partida do seu sogro, seu Chico, Francisco Pires Ferreira. Lavrador de Conceição, viera para João Pessoa nos anos 70, do sítio Maria Soares, trabalhar na capital da Paraíba, com um irmão, como marceneiro. Repassara mentalmente o que foram os momentos tidos ao lado desse homem que calçara sapatos pela primeira vez com 22 anos. As horas em que vira seu rosto, sua mirada, a falar da vida no campo, os bailes, a sorrir lembrando de aventuras juvenis.

Muitas vezes escutara seu Chico contar histórias da roça. Foram juntos, com vários dos seus filhos e genros, para Conceição, anos atrás, rever Maria Soares. Tudo mudara, a água mais distante, represada por um açude. A cidade crescida, aquele ar imemorial de cidade do interior. Calma, tranqüila. As ruas com boulevares no meio. A escola onde foras quando pequena, Maria, ainda a guardar as lembranças dos primeiros anos.

Lembrava das vezes que o ouvira abençoar os filhos e filhas que o visitavam na sua casinha na Cidade Verde, e ficar na porta da casa a olhar para o cajueiro imenso ou sob a sua sombra. Dona Marieta, Romero, Mara, Berg, Luzimar, Albert, Vagneide, Gilvandro, Josélia, Caio, Bruno, Leila. Quantas vezes se reuniram na casa da Cidade Verde, noite de Natal, ano novo. A doença. As limitações, e hoje fostes ter com Aquele a quem amaste tanto durante toda a tua vida. Vai com Deus, seu Chico. Vai com Deus! Obrigado!.

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