Uma percuciente, atualizada e heurística leitura do pensamento freireano

Concisas anotações sobre o livro de Marcelo Bezerra Oliveira. “A Teoria do Conhecimento em Paulo Freire: pressupostos gnosiológicos da Pedagogia do Oprimido”

Justamente neste período que se situa entre as comemorações dos 50 anos da publicação do livro “Pedagogia do Oprimido”(2018) e o ano (2021) em que vamos comemorar os cem anos do natalício de Paulo Freire, eis que o filósofo Marcelo Bezerra Oliveira nos brinda com a publicação do seu mais recente livro intitulado “A Teoria do Conhecimento em Paulo Freire: pressupostos gnosiológicos da Pedagogia do Oprimido”. ( São Paulo , Edição própria, 2020).

Estamos diante de uma pesquisa  de fôlego, elaborada de forma cuidadosa e percuciente, tematizando os fundamentos epistemológicos do pensamento de Paulo Freire. O autor já havia apresentado em 1988 sua Dissertação de Mestrado à UFPE, sob orientação do professor Michel Zaidan. Ao revisitar este seu trabalho ainda não publicado, em que se debruça sobre a mesma temática, se lança à feliz aventura de, partindo dela, reescrevê-la. Pelo que podemos depreender de sua Dissertação, não hesitamos avaliá-la como uma contribuição notável às pesquisas e estudos sobre o percurso epistemológico perseguido por Paulo Freire. Sucede que a iniciativa de Marcelo B Oliveira resultou em um profundo salto de qualidade, relativamente ao seu trabalho inicial. Diríamos que o autor, ao retomar o tema de sua Dissertação, dispõe-se a aprofundar qualitativamente sua investigação, permitindo-nos interpretá-la como uma valiosa Tese, cuja qualidade não sofre qualquer interferência, pelo fato de não ter passado pelas bancas da Academia.

A iniciativa do autor condiz muito bem com seu perfil de pesquisador cioso de sua autonomia, não apenas quanto a este episódio. Eis por que, antes de nos debruçarmos mais diretamente sobre o seu livro, permitimo-nos fornecer breves linhas sobre seu perfil biobibliográfico.

Singularidades de um filósofo

Resulta insólito, em uma época em que grassa a tendência do academicismo, sob um clima de cultura à fogueira das vaidades, aparecer um filósofo que aprecie o exercício de filosofar, atendo-se  às correntezas subterrâneas. Assim, tem-se mostrado a figura do filósofo Marcelo B. Oliveira. 

Diferentemente do que sói acontecer a figuras convencionais de filósofos, Marcelo B. Oliveira, em sua já considerável produção filosófico-literária, não tem investido em uma estratégia de publicidade de sua obra. Tem preferido exercitar sua produção, por vias próprias sem recorrer a editoras famosas, não obstante a qualidade de sua produção literária e filosófica. De sua lavra já podemos contar com algumas dezenas de livros versando sobre te

 mas diversificados, em especial no âmbito da filosofia  e da poesia, dentre as quais: Folhas e Flores em Poemas, O Encanto dos livros, Pensamento e Poesia, História Rimada das Filosofias, Poetofilosofia, . Para além  de livros, tem também escrito dezenas de folhetos de cordel, tematizando uma diversidade  de situações humanas, inclusive no campo hagiográfico.

Parece-me relevante e oportuno sinalizar aspectos que caracterizam este autor, a partir mesmo de sua auto-apresentação:

“Nasci em 1955, no sertão de Pernambuco. Fui graduado em Filosofia pela UNISINOS, em 1978, e titulado com mestre pela UFPE, em 1988.

Dedico-me ao estudo e elaboração de textos filosóficos e poéticos.

Não escrevo para satisfazer exigência do mercado  editorial, mas unicamente pelo prazer do conhecimento. Por isso gosto de afirmar que sou um pensador independente. Poetizo com liberdade para poder  contestar a decadência da mentalidade dominante, que transformou os livros em simples mercadoria para  consumo.

Estou fora do mercado e não tenho nenhum interesse em escrever para fazer sucesso de venda. O mercado funciona como a censura  de hoje.  A autonomia é minha marca e o meu estilo.

Nesta perspectiva, publiquei também O Encanto dos livros, em edição particular.”

Publicou, ainda, os seguintes textos:                 

– O Encanto dos livros

-Folhas e Flores e poemas

-Pensamento e poesia

-História rimada das filosofias- (Cordel )

-Voos poéticos

-Filosofia popular

-Momentos

-Poetofilosofia

De sua produção filosófica-literária, cumpre destacar algumas qualidades nelas observáveis.  Uma  primeira  que percorre toda sua produção – diz respeito ao  processo de humanização, em uma perspectiva freireana. Assume como seu principal horizonte a  busca incessante de horizonte libertador , no qual os seres humanos se aplicam a desenvolver suas mais distintas potencialidades, em especial a de responderem, a sua vocaçação à Liberdade. Não é por acaso, sua incursão, ainda em fins dos anos 80, pela investigação sobre o legado freireano, da qual resultou sua Dissertação de mestrado, versando sobre a teoria do conhecimento em Paulo Freire, focando mais precisamente os pressupostos gnosiológicos da “Pedagogia do Oprimido”. Pesquisa de fôlego que, a justo título, o autor acaba de converter em livro. A quem deseje apreciar a fecundidade do conhecimento freireano desenvolvido por Marcelo, recomendo a leitura de seu livro recém- publicado, para o que me permito indicar seus contatos: Facebook; literato.20@hotmail.com

Outra característica de sua obra sublinha a importância do quotidiano, chão no qual os mesmos seres humanos – mulheres e homens – empenham-se em plantar sementes existenciais demandando o mesmo horizonte humanizador. Sua condição de poeta  lhe confere um condimento todo especial: nas páginas por ele produzidas, é capaz de ativar os diversos sentidos humanos voltados à percepção e à fruição de detalhes – que não raro nos passam imperceptíveis – , que fascinam pelo seu potencial de penetração no coração humano.

Como prometido, restringi-me a fornecer brevíssimos traços deste filósofo, cuja contribuição segue à contra corrente da lógica de mercado, razão por que entendo como oportuno destacar algumas de suas características, no intuito de expressar reconhecimento e de estimular uma aproximação mais ampla deste autor que prima pela autonomia em um contexto ameaçado pelo pensamento único. 

Anotações em torno de seu mais recente livro

Pontos axiais que recolhemos desta leitura heurística do legado freireano

Impacta-nos, em primeiro lugar, a retumbante atualidade diante da qual o autor nos lança.Resulta confortante,nesta quadra histórica tenebrosa,a iniciativa proposta pelo autor,ao nos proporcionar uma instigante refontização das energias comunicadas pelo legado de Paulo Freire.  Marcelo B.Oliveira nos permite revisitar um Paulo Freire, em sua inteireza,vivo e vivificante, a ressurgir esplendoroso. Permite-nos reexperienciar sua ética, sua estética, sua poética.Mas do que mergulhar no universo vocabular freireano, o autor se empenha, com êxito, em dissecar a figura de Paulo Freire, especialmente como um genial produtor de cultura, de conhecimento, situando-o, a justo título, como um filósofo da História, a partir de sua notável contribuição gnosiológica.

Marcelo B de Oliveira não exita em apresentar-nos um Paulo Freire multidimensional, retratado em sua diversidade, costurada por um fio condutor que atravessa seu percurso existencial, partindo de um exaustivo exercício analítico da teoria do conhecimento presente na obra freireana, e calcado em sólidos fundamentos teórico-metodológicos, Marcelo Bezerra Oliveira faz- nos passear longamente pelos caminhos freireanos, sempre lastreado em uma notável diversidade de autores e autoras nos quais busca trazer à tona relevantes elementos de sua trajetória gnosiológica, sempre conectada a outras dimensões que, não sendo alvo específico da pesquisa, se relacionam dinamicamente com abordagem ensaiada.

Como sói acontecer em espaços destinados à introdução de uma Dissertação, ou de uma Tese, também aí recolhemos uma visão de conjunto do que pretende focar o autor. Tanto na introdução quanto nos capítulos, sentimos eloquente a preocupação do autor em nos apresentar um Paulo Freire bem contextualizado, bem caracterizado, inclusive em sua reiterada vontade de, mais do que repeti-lo ou reeditá-lo vir a ser também reinventado. Neste sentido, do começo ao final do livro, podemos perceber o empenho do autor em dialogar como um interlocutor à altura com Paulo Freire com outras figuras que sobre ele também exerceram influência ou apresentaram afinidades eletivas de relevância. Desde a introdução, antes mesmo, já nos esclarecimentos, Marcelo Oliveira emite sinais de refletir criticamente múltiplos traços da teoria do conhecimento em Paulo Freire embora sublinhando mais fortemente sua “Pedagogia do Oprimido”, em verdade, vai mais longe o empenho do autor, em nos fazer percorrer muitos outros de seus trabalhos – uma vintena -, o que demonstra a qualidade de sua análise. Ao mesmo tempo, sempre ao modo freireano, ocupa-se em nos trazer presentes as linhas- mestras da conjuntura sociocultural, em que Paulo Freire esteve a desenvolver seus trabalhos. Inquietação tanto mais valiosa, quanto o autor seguidamente nos remete à situação presente, lembrando suas aproximações e seus distanciamentos , de modo bem fundamentado.

Não se limitando recorrer aos clássicos,como representantes das correntes mencionadas,também dialoga com diversos dos respectivos representantes,na contemporaneidade.Percorre obras fundamentais de Carlos Alberto Torres, Enrique Dussel, Moacir Gadotti, Álvaro Vieira Pinto,Roland Corbisier,Helder Câmara, Ernane Fiori, Manfredo Berger, Vanilda Paiva- para mencionar apenas alguns de uma extensa lista. 

Não surpreende, destarte, o leque de conceitos e categorias de ( ou associadas a) universo vocabular frereano, resultantes de tão fecundo e instigante diálogo de saberes. Em inúmeras passagens deste livro, deparamo-nos com conceitos e categorias tais como: “Transculturalidade”, “Intransitivação”, “Anadialética” (Enrique Dussel),”Interconscientização”(Freire) “Transitivação” (Freire) “Diálogo” (Freire)” “Inacabamento” (Freire)”,

 Totalidade” (Heegel/ Marx)”, Ser mais” /”Ser para si” (Hegel), “Conscientização” (Freire)…

Ainda no tocante à sua estratégia teórico-metodológica, ou à sua abordagem teórico-conceitual,cumpre bem ressaltar um outro traço não menos relevante em sua pesquisa: o exercício da interdisciplinaridade, bem como da “transdisciplinaridade”.

Em consequência de tal abordagem, o autor cuida de trazer à tona, sempre de modo interconectado, todo um conjunto de saberes disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares, graças ao que faz apelo seja à Filosofia ,seja ao campo científico ( Antropologia, Sociologia, Pedagogia, Ciência da Linguagem), bem como dos saberes populares, dos saberes artísticos, dos saberes religiosos, dos saberes técnicos…

É assim que prossegue, em sua análise percuciente dos traços epistemológicos da pedagogia freireana. Ao fazê-lo, empenha-se em destacar um amplo conjunto de elementos gnosiológicos observáveis na obra de Paulo Freire.

Na elaboração teórica do conhecimento, exercitada por Paulo Freire, vêm à tona marcas relevantes, a exemplo de sua universalidade. Justamente por ter percorrido esses caminhos acima resumidos, é que Paulo Freire se mostra como um arguto Pensador, cujo filosofar transpõe barreiras e limites regionais, logrando, estender-se a uma escala mundial, à medida que seu estilo de filosofar se radica, antes de tudo, no chão da história, no cotidiano dos humanos, em sua relação entre si e com o mundo. Destaca, ainda, o cuidado de Freire em reconhecer o inacabamento dos humanos, sem ignorar suas enormes potencialidades.

É da consciência de seu inacabamento, que os seres humanos passam a galgar, de modo processual, patamares mais elevados, em seu processo de humanização.

Seu senso de universalidade fundamenta-se em sua disposição e auto-vigilância de não reconhecer, entre os humanos, qualquer superioridade de natureza cultural, ou de outras qualidades características dos humanos e dos contextos sócio-culturais respectivos.É, também assim, que refuta radicalmente qualquer legitimidade a pretensões de superioridade, tais como o eurocentrismo ou mesmo as categorias historicamente disseminadas, tais como expressas pelo conceito “primeiro mundo / segundo mundo/terceiro mundo “… ainda que, em várias de suas linhas, acabe recorrendo a semelhantes expressões, tem consciência de sua imprecisão. O mesmo se dá, em relação a tantos outros conceitos e categorias, como no caso das relações sociais de gênero. Reconhece as críticas a ele dirigidas pelas mulheres, por pretender e por utilizar o termo “homem”como capaz de abarcar o conjunto dos humanos, inclusive das mulheres. reconhecimento que se pode observar em passagens como a que ocorre em seu “Pedagogia da Esperança”, em que Freire trata de fazer uma releitura da “Pedagogia do Oprimido”, mais de 20 anos depois da publicação deste último.

O livro também da prova dá capacidade de seu autor, de exercitar uma leitura aguçada de outras categorias freireanas.É, por exemplo, o caso do conceito “diálogo”. Diferentemente do entendimento conferido por figuras de referência da filosofia grega, a exemplo de Platão, em Paulo Freire o sentido de Diálogo traz uma conotação radicalmente distinta à medida que se trata de um exercício entre interlocutores situados no mesmo plano de igualdade e dignidade de tal sorte que um não se situe em plano hierárquico em relação ao outro, em que ambas as partes se ponham na condição de aprendizes uma da outra, em que um polo desta relação não se suponha acima da condição dialogante do outro polo, em que ambos ou ambas busquem intercambiar experiências capazes de inspirar o outro ao outro inspirados em suas respectivas situações existenciais. Trata-se de um exercício de comunhão, como Freire sugeria em seu conhecido livro “extensão ou comunicação ? “tal sentido de diálogo provoca verdadeira revolução na qualidade das relações sociais e intersubjetivas.

Outro elemento gnosiológico sublinhado pelo autor, em sua análise da teoria do conhecimento em Paulo Freire, corresponde à profunda ressignificação que este autor confere a uma adequada avaliação das relações e dos significados entre os saberes humanos (filosófico, científico, técnico, popular, artístico, religioso… ) aqui, também, se observa um salto qualitativo revolucionário na ressignificação dos termos dessas relações, de modo a refletir sua reconhecida dimensão de universalidade, à medida que empreende uma justa e equitativa avaliação entre diversidade de saberes, sem deixar de reconhecer as especificidades de cada um deles, mas entendendo os complementares, ante a totalidade do conhecimento da realidade.

Desde o primeiro Capítulo, sem qualquer hiato com o que foi exposto na introdução, trata de induzir-nos a várias dimensões gnosiológicas presentes na obra freireana, não sem relacioná-las a múltiplas contribuições, no mesmo campo gnosiológico, com os quais Paulo Freire apresenta afinidades relevantes, com umas mais do que com outras. É, sobretudo, no segundo capítulo que o autor passa a aprofundar diferentes liames do pensamento freireano com outras contribuições com as quais se percebe um diálogo explícito ou implícito. O autor cuida, então, de fazer um percurso por uma série de correntes – cerca de 7 -, buscando trazer à tona elementos significativos de interlocução com a obra de Paulo Freire Permite-nos, assim, passear por várias correntes de pensamento, bem como seus respectivos representantes mais reconhecidos, que, de alguma forma, apresentam sintonia gnosiológica. O Legado da obra freireana neste sentido, rememora, a justo título, várias correntes de pensamento, tais como o Marxismo, a Fenomenologia,o Existencialismo, o Personalismo, A fenomenologia, a filosofia da linguagem, a Teologia da Libertação e outros enfoques antropológicos que Paulo Freire, em sua obra, toma como referência ou alvo de interlocução.

No caso específico da corrente marxista, acentua sobretudo a própria figura de Marx, ainda que não descuidando de outras expressões desta corrente, A exemplo de Antonio gramsci, de Marcuse e outros. Quanto à corrente fenomenológica, traz- nos à cena vários representantes, inclusive Heidegger. Quanto a corrente existencialista, também sublinha a importância de figuras como Jean-Paul Sartre, trazendo-nos algumas de suas obras, tais como “questão de método”, como referência de diálogo implícito com Freire relativamente a teologia da libertação, apresenta-nos várias figuras de destaque: Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, José Comblin, Frei Betto, Luiz Alberto Gomes de Souza, entre outros. Quanto a outras correntes como a corrente do personalismo e do humanismo, discorre com representantes tais como Mounier, Eric from e outros.

Uma marca substantiva do modo freireano de elaboração gnosiológica reside no lugar privilegiado que ele atribui à busca da verdade, demonstrando seu incondicional apreço à esta busca, como, a justo título, assinala Marcelo B. Oliveira. Freire também se vale da Tese II, das onze que Marx contrapõe ao pensamento de Feuerbach de que não é pelo discurso, mas pela prática que se obtém o critério de comprovação da verdade.  Agrada-nos ter isto presente, sobretudo nesses tempos de “pós-verdade”, de constantes “fake news” e outras estratégias do tipo. 

 

A Pedagogia freireana também dialoga fortemente com Gramsci, inclusive no que toca ao reconhecimento de todo o ser humano como ser que exercita o filosofar, não sendo este apanágio de eruditos. Daí a qualidade do diálogo que freire empreende também com as pessoas mais simples. Isto se estende diretamente ao processo educativo, no qual educadores e educandos aprendem uns com os outros, a partir de suas experiências concretas, de seus saberes prévios. Trata-se do reconhecimento da dimensão discente de todo educador, de toda educadora, bem como da dimensão docente dos educandos e educandas. 

 

Freire ainda se mostra inspirado em Gramsci sob outros aspectos, um deles tem a ver com o compromisso de todo educador, de toda educadora em compartilhar seus saberes com os estudantes, comprometendo-se e buscando fazê-los passar de um patamar inicial de conhecimento a outro mais elevado. Em outra tese de Marx a terceira dirigida em contraposição a Feuerbach, tem a ver com o compromisso de todo verdadeiro educador, de toda educadora de estar sempre em processo de educação, educando-se e reeducando-se.  

 

Do ponto de vista da linguagem, Marcelo B. Oliveira chama a atenção para uma qualidade fundamental do educador, da educadora: a de cultivar uma linguagem compreensível pelos educandos e educandas, de modo a desfazer-se de jargões ininteligíveis tão frequentes nos meios acadêmicos. Tal compromisso constitui uma condição para que o educador, a educadora se aproxime cada vez mais da gente simples e dela nunca se distancie, sob pena de não lhe ser fiel, nos compromissos mais relevantes relevantes.

 

Estes breves registros nos sirvam para expressar um reconhecimento público do trabalho do filósofo Marcelo B. Oliveira, cuja análise dos fundamentos da teoria do conhecimento em Paulo Freire se reveste de um caráter percuciente e heurístico, à altura dos bons interlocutores freireanos. 

 

João Pessoa, 1 de julho de 2020.

Deixe uma resposta