Barão de Itararé (1895–1971), jornalista e escritor.
eleicoes
A ideia dessa campanha é sugerir e incentivar que as pessoas doem o tempo de um dia de suas vidas para a realização de ações que mobilizem pessoas, multipliquem informações, sensibilizem a sociedade para uma incidência política mais concreta no combate à homofobia e a promoção da equidade de direitos.

“O Bem Amado” é a cara de Guel Arraes. Ritmo perfeito e atores em ótima forma. Mas, lançado em plena campanha eleitoral, o filme pode ser objeto de interpretações paranóicas.
Governistas podem achar que Odorico e seu populismo demagógico representariam Lula. Já os oposicionistas seriam representados pelo jornalista Vladimir. O personagem usa meios oportunistas e desonestos para se opor a Odorico.
O filme dá pouco espaço a esse tipo de interpretação. Sua pretensão parece ser a de servir como uma advertência contra corrupção política em geral.
Mas uma super-produção da Globo não chega ao grande público sem fortes intenções ideológicas. A maior delas é a banalização da política. A indiferença em relação à corrupção e negociatas de interesses. O sentimento de que todos são iguais em sua baixeza e desonestidade.
Algo que se reforça ainda mais num quadro em que as principais candidaturas mal conseguem explicar o que as diferencia. As eleições tornam-se uma dança das cadeiras. Um leilão para ver quem oferece o melhor lance pela estabilidade do sistema de dominação e exploração. Sendo assim, melhor deixar a política para os políticos.
Uma situação dessas é a mais confortável para os poderosos. É a política institucional como comédia, com resultados trágicos para os explorados. A estes caberia responder com sua própria política. Aquela construída em suas associações, sindicatos, partidos. Produto das lutas, manifestações, greves. Mas estes instrumentos foram esvaziados pela “esquerda” que ocupa o poder temporariamente.
Nestas eleições, a burguesia está de camarote, segurando a carapuça de Odorico. São muitos os que se estapeiam para vesti-la.
Sérgio Domingues
http://pilulas-diarias.blogspot.com
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Para cada candidato, um instituto entrincheirado atrás das verbas federais e institucionais, maquiando números, arquitetando abordagens, realizando tendenciosas perguntas, sugerindo uma realidade. Na margem de erro, os números fraudados, para cima ou para baixo, como um álibi, uma resposta ao proposital equívoco. […]
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