Campanha 24h de Combate à Homofobia

A ideia dessa campanha é sugerir e incentivar que as pessoas doem o tempo de um dia de suas vidas para a realização de ações que mobilizem pessoas, multipliquem informações, sensibilizem a sociedade para uma incidência política mais concreta no combate à homofobia e a promoção da equidade de direitos.

A carapuça de Odorico

Odorico & Zeca Diabo

“O Bem Amado” é a cara de Guel Arraes. Ritmo perfeito e atores em ótima forma. Mas, lançado em plena campanha eleitoral, o filme pode ser objeto de interpretações paranóicas.

Governistas podem achar que Odorico e seu populismo demagógico representariam Lula. Já os oposicionistas seriam representados pelo jornalista Vladimir. O personagem usa meios oportunistas e desonestos para se opor a Odorico.

O filme dá pouco espaço a esse tipo de interpretação. Sua pretensão parece ser a de servir como uma advertência contra corrupção política em geral.

Mas uma super-produção da Globo não chega ao grande público sem fortes intenções ideológicas. A maior delas é a banalização da política. A indiferença em relação à corrupção e negociatas de interesses. O sentimento de que todos são iguais em sua baixeza e desonestidade.

Algo que se reforça ainda mais num quadro em que as principais candidaturas mal conseguem explicar o que as diferencia. As eleições tornam-se uma dança das cadeiras. Um leilão para ver quem oferece o melhor lance pela estabilidade do sistema de dominação e exploração. Sendo assim, melhor deixar a política para os políticos.

Uma situação dessas é a mais confortável para os poderosos. É a política institucional como comédia, com resultados trágicos para os explorados. A estes caberia responder com sua própria política. Aquela construída em suas associações, sindicatos, partidos. Produto das lutas, manifestações, greves. Mas estes instrumentos foram esvaziados pela “esquerda” que ocupa o poder temporariamente.

Nestas eleições, a burguesia está de camarote, segurando a carapuça de Odorico. São muitos os que se estapeiam para vesti-la.

Sérgio Domingues
http://pilulas-diarias.blogspot.com

Institutos e instituições

Foto oficial de Petrônio Souza Gonçalves. Fotógrafo: Alex SoaresAs convicções e manifestações políticas dos brasileiros dançam de acordo com os números e porcentagens dos candidatos nas pesquisas. Tudo muito bem pesado, pensado, não importando idéias, posturas e projetos apresentados. Essa é nossa frágil democracia, que não resiste a mais doméstica pesquisa.

Para cada candidato, um instituto entrincheirado atrás das verbas federais e institucionais, maquiando números, arquitetando abordagens, realizando tendenciosas perguntas, sugerindo uma realidade. Na margem de erro, os números fraudados, para cima ou para baixo, como um álibi, uma resposta ao proposital equívoco. […]

O medo invade a campanha

Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas, Revista ISTOÉ “O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial. Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da…