Cerca de 300 indígenas, pescadores e ribeirinhos da bacia do rio Xingu estão acampados pacificamente, desde a madrugada da última quarta-feira (26/10), no canteiro de obras de Belo Monte para exigir a paralisação das obras da usina hidrelétrica, em Altamira, no Pará. A rodovia Transamazônica, na altura do quilômetro 50, também foi interditada. O protesto não tem prazo para terminar.
Belo Monte
Nesta quarta-feira (24), Sheyla Juruna, liderança indígena e integrante do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, dá entrevista coletiva sobre Belo Monte em frente à sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, em…
É a primeira vez que o Brasil falta uma reunião da Comissão Interamericana; em nota, organizações afirmam que “Estado brasileiro dá triste exemplo de autoritarismo e truculência”.
No próximo dia 26 de outubro, representantes do governo brasileiro deverão comparecer a uma audiência fechada para dar explicações, na presença de lideranças das comunidades afetadas em Altamira. Representantes da sociedade civil darão coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24), no Rio, sobre o tema.
Pedido é para que casos sejam julgados em no máximo um ano em primeira instância e em seis meses nos tribunais.
A campanha contra a construção da hidrelétrica Belo Monte, no Pará, irá questionar o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) durante os protestos previstos desde o último sábado (20/08). O custo previsto da Belo Monte (R$ 26 bilhões) é superior ao de todas as obras programadas para a Copa do Mundo. Mais de 80% do valor será financiado pelo BNDES.
Em entrevista a uma equipe de TV da Austrália, sem saber que estava sendo filmado, o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália fez com os aborígenes, população nativa do país da Oceania que foi praticamente extinta do continente por colonos britânicos em campanhas de extermínio no século 19.
Em entrevista a uma equipe de TV da Austrália, sem saber que estava sendo filmado, o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália…
Roberto Malvezzi (Gogó) Finalmente alguém no poder é honesto em suas declarações. Quando Curt Trennepohl, presidente do IBAMA, disse a jornalista australiana que seu trabalho “não é cuidar do meio ambiente, mas minimizar os impactos”…



