Tapa na cara

Dois tapas na cara, um dentro da viatura e outro na delegacia. Segundo o jovem Marco Antonio Ferreira Junior, de 23 anos, este foi o tratamento que recebeu da polícia na madrugada de 12 de setembro. Negro, morador do morro Santa Marta, Marco esteve na Comissão de Direitos Humanos da Alerj (CDH), presidida pelo deputado Marcelo Freixo, onde registrou a denúncia, nesta quinta-feira (17).
De acordo com seu relato, ele estava voltando de uma festa pela Rua Real Grandeza, nas imediações da favela, e foi abordado de forma desrespeitosa por dois policiais militares. Marco disse que eles jogaram a viatura em sua direção, atingindo sua perna.
“Que palhaçada é essa?”, perguntou Marco. Diante de suas reclamações, os policiais desceram do carro e o agrediram verbalmente. Marco conta ainda que foi algemado e levado para a 10ª DP, tendo sido agredido no caminho. Já na delegacia, enquanto relatava o caso ao escrivão, Marco foi novamente agredido com um tapa no rosto. De acordo com seu depoimento à CDH, o policial justificou a agressão com o seguinte argumento: “Tá cheio de marra com a polícia? Então toma!”.
Por fim, Marco disse ter sido obrigado a assinar um documento de desacato contra os policiais como condição para ser liberado e retornou pra casa sem ser submetido a exames de corpo delito.
Procurado pela reportagem, o delegado responsável pela 10ª DP alegou desconhecer o episódio.
Encaminhamento
A Comissão de Direitos Humanos da Alerj encaminhou o caso de Marco para o núcleo de direitos humanos da Defensoria Pública. A reunião está marcada para o dia 28 de setembro, ocasião em que também serão avaliados outros três casos semelhantes ocorridos com moradores do Santa Marta: Valdeci Santos Oliveira, que alega estar sendo perseguido por policiais militares; o rapper Fiell, que relatou ter sido vítima de sucessivas revistas vexatórias; e Victor Hugo, que denunciou agressão. Sobre este último caso, o Ministério Público já se pronunciou confirmando o abuso policial.

6 comentários sobre “Tapa na cara”

  1. Sou estudante de Jornalismo, e pretendo fazer minha monografia com o tema: será que não existe pena de morte no Brasil ?. Já que muitas vezes a polícia atira primeiro, e depois pergunta, isso não seria uma forma de Pena de morte.
    E por isso, tô pedindo sua ajuda, caso você conheça algum livro, textos, blog’s, etc. que possam me ajudar a adquirir uma boa referência bibliográfica.
    Se você puder me ajudar, mande a resposta para meu e-mail, um abraço…e obg.

  2. Outro dia ao ser abordado por pm’s me pediram de cara o meu alvará, sem entender do que se tratava disse que meus documentos estavam na carteira. Apos perceber que nao tinha o alvará de soltura ainda assin fui chutado pelo pm. Nem precisa dizer qual a minha cor…

  3. E o contribuinte está a merces desses maus policiais,é uma indecência o que acontece com a política de segurança pública no Rio de Janeiro .

  4. SAIBA DOS SEUS DIREITOS.
    No momento que o policial o agredir, anote o numero da viatura são 6 numeros, fácil de memorização e hora minutos e Rua. Os policiais sabem quando estão lidando com pessoas com conhecimento e sem conhecimento. Porque o simples fato de olhar para o numero da viatura já é uma ameaça, o policial na maioria das vezes ameaça quando vê que você olhou para o numero da viatura.
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    1- Registrar queixa na delegacia mais próxima, se houver conivência do policial civil, procure a outra mais próxima. Duas testemunhas são imprescindíveis, mas se você não as tiver registre assim mesmo é seu direito + numero da viatura, hora/minutos e nome da Rua. Exija corpo delito. Se voce não tiver sucesso no registro e corpo delito pela conivência/cooperativismo entre policias, vá no Ministério publico e volte. Eles se tremem com o Ministério Publico.
    2- Procure o Ministério Publico pessoalmente na
    Av. Mal. Cãmara, 370 – Centro – RJ
    3- Alerj na mesma região
    Agora sim. Você correu atras dos seu direitos, só que agora é a vez do policial agressor levar o dele.
    Você procura agora a Ouvidoria na Rua Epitácio Pessoa, e Corregedoria na Pres. Vargas. e aguarde em casa.
    Interressante você ir no Ministério Publico e Alerj antes de procurar a Ouvidoria/Corregedoria. A ouvidoria e a corregedoria que não tem a mesma credibilidade do Ministerio Publico, tem que saber que voce não esta brincando.
    De preferência de um endereço que voce não vai com freguencia, essa historia que policial é vingativo e tal. e de induz a não denunciar é folclorico SOU MILITAR, e sei que a maioria dos policias são zé ninguém e levam calado. Os policiais de uma forma geral são suburbanos com 1 grau completo, o mundo deles é a farda, tirou ela, ele não é nada. Tire essa idéia do medo e denuncie. Faço parte do meio e sei que estou falando. Abraços

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