Neste cantinho de mundo
Onde caibo, e cabe o que sou
O que é, guardo a minha vida
Os meus tesouros, o sol e a lua
O mar e a montanha, o canto
E as letras.
Tenho me visto ocupando meu lugar
Em livros que escrevo
Na minha mera presença
No meu estar no mundo de maneiras diversas
Mas sempre inteiro
Sempre eu mesmo.
Recupero a minha silenciosidade
O meu estar no meio das pessoas
Sem necessariamente me obrigar a falar
E nem sequer a prestar atenção
Presto atenção ao chão que piso
Ao ar que respiro
Ao que me anda por dentro.
Que faço com meus sentidos?
Sinto.
Sinto muito
Talvez mais do que deveria
Ou sem a devida proteção frente ao que machuca
A minha fragilidade é a minha fortaleza
Trabalho no sentido desta competência.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

Mais um belo poema de Rolando Lazarte. Ele sempre nos presenteia com maravilhas assim. É a arte florindo o nosso caminho.
Posso lhe assegurar, amigo Martim Assueros Gomes, que a sua vinda para este espaço, tem muito a ver com este reflorescimento! A vida volta. E quando agimos por afinidade e seguindo valores superiores, inegociáveis, não há nada que possa nos destruir.
Maravilhoso, amigo querido?!!!