Sou inteiro, não pela metade

Neste cantinho de mundo

Onde caibo, e cabe o que sou

O que é, guardo a minha vida

Os meus tesouros, o sol e a lua

O mar e a montanha, o canto

E as letras.

Tenho me visto ocupando meu lugar

Em livros que escrevo

Na minha mera presença

No meu estar no mundo de maneiras diversas

Mas sempre inteiro

Sempre eu mesmo.

Recupero a minha silenciosidade

O meu estar no meio das pessoas

Sem necessariamente me obrigar a falar

E nem sequer a prestar atenção

Presto atenção ao chão que piso

Ao ar que respiro

Ao que me anda por dentro.

Que faço com meus sentidos?

Sinto.

Sinto muito

Talvez mais do que deveria

Ou sem a devida proteção frente ao que machuca

A minha fragilidade é a minha fortaleza

Trabalho no sentido desta competência.

3 comentários sobre “Sou inteiro, não pela metade”

    1. Posso lhe assegurar, amigo Martim Assueros Gomes, que a sua vinda para este espaço, tem muito a ver com este reflorescimento! A vida volta. E quando agimos por afinidade e seguindo valores superiores, inegociáveis, não há nada que possa nos destruir.

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