Sociedade sem normas

No dia 9 de julho próximo passado, passei com a minha esposa, por uma experiência que deixou profundas marcas na minha vida. Fomos feitos reféns por dos bandidos que invadiram a nossa casa enquanto nos aprestávamos para sair, ameaçados com faca e revólver, amarrados embaixo da escada, e constantemente advertidos de que não olhássemos para a cara dos meliantes.

Enquanto ficamos a mercê dos que tinham invadido a nossa casa, eu pensei que a nossa vida estava nas máos desses encapuzados que nos ameaçavam com revólver e faca. Eles passaram pela cerca elétrica sem que o alarme disparasse. Ali estávamos, deitados e amarrados, no chão, frente a desconhecidos nos ameaçando. Já algumas horas passadas desde esta ocorrência, vejo-me na obrigação de dizer que penso estarmos vivendo a dissolução da sociedade.

Vivemos numa sociedade sem normas, sem regras, sem limites entre o que é certo e o que é errado. O fato de que eu e a minha esposa estejamos vivos e não tenhamos sofrido outro tipo de agressões, não minimiza a gravidade do ocorrido. Há nesta sociedade, quem pense que o desejo justifica tudo, até a ameaça ä vida das pessoas de bem, dos que trabalham, dos que agem pelo bem-estar de todos.

Eu creio que estamos num momento muito perigoso, de dissolução moral, de abolição das regras de convivência. É necessário que todo mundo reflita em profundidade, e se disponha a empenhar seus esforços em defesa da vida, da vida com dignidade, uma vida delimitada por regras claras do que se pode e do que não se pode nem deve permitir nem aceitar.

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